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Justiça manda prefeitura de Olinda adotar ações de emergência para evitar desabamento do teto do Mercado da Ribeira | Collector
Justiça manda prefeitura de Olinda adotar ações de emergência para evitar desabamento do teto do Mercado da Ribeira
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Justiça manda prefeitura de Olinda adotar ações de emergência para evitar desabamento do teto do Mercado da Ribeira

Teto do Mercado da Ribeira, em Olinda, no Grande Recife, tem risco de desabamento por causa da ação de cupins Reprodução/Redes sociais A Justiça ordenou que a prefeitura de Olinda adote ações emergenciais em relação à estrutura do Mercado da Ribeira, no Sítio Histórico da cidade. A decisão foi publicada diante do risco de desabamento do telhado do prédio, que, segundo os autos, sofre um processo de deterioração. Entre as medidas que devem ser tomadas, estão a interdição de áreas de circulação e a proteção do teto. A ordem judicial foi assinada, na quinta-feira (21), pelo juiz Marcos Antônio Tenório, da 6ª Vara Cível de Olinda, dando um prazo de 48 horas, a partir do momento da intimação, para o município tomar as medidas de emergência. Em caso de descumprimento, foi fixado o pagamento de uma multa diária de R$ 5 mil até chegar ao valor de R$ 500 mil. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Procurada, a prefeitura informou que ainda não foi notificada e que deu início à contratação de uma empresa responsável pela requalificação do local (veja resposta abaixo). Um dos principais pontos turísticos do Sítio Histórico, o Mercado da Ribeira foi construído no século 17 e tombado pelo Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1968. O prédio, que conta com 16 boxes comerciais, está incluído na área de proteção especial da cidade. Agora no g1 As condições estruturais do mercado começaram a ser investigadas em abril deste ano, com a abertura de um inquérito civil pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Conforme a denúncia, o risco é causado por cupins, que danificaram vigas e madeiras de sustentação do teto. No documento, o juiz considerou, ainda, que a situação é agravada pela possibilidade de chuvas intensas na localidade durante o inverno. De acordo com a decisão judicial, a gestão municipal deve adotar as seguintes medidas emergenciais: o isolamento físico de áreas de circulação interna e perimetral do mercado que se encontrem comprometidas, com sinalização e barreiras adequadas, vedando o acesso das pessoas aos setores em risco; intervenções de escoramento e proteção estrutural, com recomendação de um profissional habilitado; se necessário, a contratação de uma perícia técnica de engenharia para a definição de um plano de contenção imediata; proteção contra fenômenos naturais, com cobertura provisória e drenagem das áreas mais comprometidas. Além disso, o magistrado determinou que o município apresente, em até 30 dias, um cronograma técnico de recuperação integral do imóvel, que contenha um laudo de engenharia estrutural com diagnóstico atualizado, projeto executivo de restauração compatível com o local. O cronograma também deve ter um calendário financeiro com os prazos individualizados para cada etapa da obra e indicação dos recursos correspondentes. O que diz a prefeitura de Olinda Procurada pelo g1, a prefeitura de Olinda informou, por meio de nota, que: não foi notificada da decisão até o começo da noite desta sexta-feira (22); publicou, no Diário Oficial da União, o edital de chamamento público para a contratação da empresa responsável pela obra de requalificação e restauro do Mercado da Ribeira; o resultado da licitação será publicado nos próximos dias, marcando "o início de um pacote de investimentos" em espaços históricos da cidade; esse pacote já tem os recursos assegurados e inclui, além do Mercado da Ribeira, a reforma do Clube Atlântico, do Fortim do Queijo e da Casa 28; as intervenções no Mercado da Ribeira contemplam o restauro da coberta, de paredes, esquadrias e gradis, além de pintura interna e externa, implantação de rampas de acessibilidade e requalificação das instalações elétricas, abrangendo os 16 boxes, salão principal e o pátio; o prazo de execução será de 180 dias após a assinatura do contrato; os recursos da obra são provenientes de emenda federal; a operacionalização da reforma exigiu um "percurso técnico e administrativo que vai muito além de uma obra convencional", já que intervenções em bens tombados demandam aprovações específicas e projetos elaborados por profissionais especializados. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias

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