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Suspeito de integrar o PCC é preso por envolvimento na morte de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, em Guarujá Polícia Civil e Reprodução Um homem foi preso por envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, após o réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontaram que o suspeito exercia um papel de chefia no Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo o responsável por deliberar e determinar a execução de integrantes de facções rivais. A corporação acredita que Maria Eduarda foi executada em um tribunal do crime da organização criminosa. Segundo a Polícia Civil, a vítima teria sido 'condenada à morte' por suspeita de integrar uma facção rival, o Comando Vermelho (CV). As investigações continuam para localizar o corpo dela. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. O delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Homicídios, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, explicou ao g1 que o modus operandi, o sinal do celular da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a morte de Maria Eduarda. Série especial mostra as engrenagens do crime organizado Nova prisão Identificado apenas como André, o homem de 39 anos era conhecido como "Da7". A polícia explicou que o trabalho contínuo de investigação, com o uso de ferramentas de inteligência e análise de dados, permitiu o cumprimento do mandado de prisão temporária na casa do investigado, na sexta-feira (22). Os agentes conduziram o homem até a cadeia, onde ele permaneceu à disposição da Justiça. "A Polícia Civil segue com as investigações visando o completo esclarecimento dos fatos e a responsabilização de todos os envolvidos", destacou a corporação, por meio de nota. O g1 não localizou a defesa do investigado até a última atualização desta reportagem. Demais presos Três homens e uma mulher foram presos por envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, em Guarujá, SP Polícia Civil/Divulgação As investigações apontaram que a vítima foi arrebatada e morta por integrantes do crime organizado da região, com apoio de um motorista de aplicativo e de um casal. Além de André, a polícia divulgou outras seis prisões. Veja abaixo a participação de cada uma delas: ➡️Um homem e uma mulher, cujos nomes não foram divulgados, eram amigos da vítima e estavam em um churrasco quando os criminosos chegaram à procura da jovem. No dia seguinte, eles foram até a casa de Maria Eduarda para descartar os pertences dela — ação que dificultaria o desdobramento e elucidação do caso, de acordo com a Polícia Civil. ➡️Anthony Francisco Dias Moreira, apontado como integrante da facção criminosa e envolvido na execução de Maria Eduarda. ➡️Um motorista de aplicativo, que não teve a identidade divulgada pela corporação, realizou o transporte de envolvidos no crime ao Estado do Paraná. O motivo da viagem ainda é investigado. ➡️Adadilton Candido da Silva, de 33 anos, também conhecido como Da7, cumpria a função de 'carrasco' do PCC e teria participado do julgamento da vítima no 'tribunal do crime'. ➡️Alexandre Barros Neves, de 50 anos, teria sido o responsável por iniciar a caçada atrás de Maria Eduarda e do namorado, que foi liberado após ser sequestrado com a vítima. Ele enviou uma foto da jovem e pediu informações sobre a localização dela em um grupo com integrantes da facção. Motivação Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, fazia menções ao Comando Vermelho em publicações nas redes sociais Reprodução O g1 teve acesso aos conteúdos publicados por Maria Eduarda há aproximadamente um ano. A jovem ostentava armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao CV. "Isso [publicações] chamou atenção do próprio crime organizado rival na região. Ela estava morando aqui agora e [...] eles começaram a tentar identificar onde ela estaria, já que fazia várias menções a essa facção criminosa rival", afirmou o delegado na ocasião. Maria Eduarda sumiu no dia 2 de janeiro, mas a polícia só confirmou a morte dela em 19 de fevereiro. Na época do desaparecimento, a mãe dela, Claudieli Natali Cordeiro, de 34 anos, contou ao g1 que a filha se mudou de Curitiba (PR) para Guarujá com o namorado, cerca de três meses antes de sumir. Claudieli também disse ter sido informada pelo namorado da filha que a jovem havia sido sequestrada sob a acusação de integrar o CV. A mãe afirmou que Maria Eduarda tinha antecedentes por tráfico de drogas de quando ainda era adolescente, mas ressaltou que, até onde sabia, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com o crime. Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, está desaparecida há quase uma semana em Guarujá, SP Arquivo Pessoal VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos
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