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Como identificar figurinhas falsas do álbum da Copa do Mundo; delegado explica em vídeo
Jornal O Globo

Como identificar figurinhas falsas do álbum da Copa do Mundo; delegado explica em vídeo

Após policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) apreenderem, na quinta-feira, 200 mil figurinhas falsas do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026, além de milhares de camisas falsificadas da seleção brasileira, a Polícia Civil divulgou orientações para ajudar consumidores a identificar os produtos ilegais. O material foi encontrado no compartimento de carga de um ônibus em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e seria distribuído na capital fluminense e em cidades da Região Metropolitana. Mobilidade: Vagão feminino 24h em trens e metrôs do Rio funciona? O GLOBO testa Educação: Levantamento mostra que UFRJ precisa de R$ 1,27 bi para recuperar 90% de seus prédios Segundo o delegado Victor Tutman, responsável pela investigação, alguns sinais podem ajudar a diferenciar as figurinhas falsificadas das originais: Preço abaixo do mercado: as figurinhas oficiais têm valor tabelado pela editora. Ofertas muito baratas devem levantar suspeitas; Qualidade inferior: os cards falsificados costumam ter aparência mais opaca e acabamento menos nítido; Embalagem diferente: o papel dos pacotes ilegais é mais poroso e grosso do que o utilizado nos produtos originais. Veja o vídeo com a explicação do delegado: Initial plugin text Sobre o caso A ação que levou à apreensão de 200 mil figurinhas foi realizada com base em informações de inteligência e teve como objetivo impedir a entrada de produtos falsificados no mercado formal do Rio de Janeiro. Os materiais apreendidos passarão por perícia e, posteriormente, serão inutilizados. — Pelo tato já dá para perceber. O papel tem uma qualidade diferente, é mais poroso e mais grosso. Além disso, a resolução é inferior e a figurinha é mais opaca, brilha menos — disse Tutman. A embalagem também apresenta diferenças visíveis. A original tem mais textura, transparência e acabamento mais elaborado. Já o pacote falsificado, encontrado por valores a partir de R$ 5, possui uma composição mais simples e acabamento inferior. A figurinha original (à esquerda) e a falsificada (à direita) Reprodução/Polícia Civil Segundo Tutman, a falsificação é impulsionada pela alta procura pelo produto. A produção, feita em São Paulo, seria distribuída para diferentes polos comerciais do Rio, onde os itens seriam revendidos. O delegado explica que os vendedores utilizam duas estratégias para facilitar a comercialização do material falsificado: — Quando a venda é feita em lojas físicas, eles tentam praticar o mesmo preço do produto original e misturam os itens falsos aos verdadeiros para passar despercebidos. Mas a maior parte das vendas acontece pela internet. Nesse caso, eles anunciam o pacote por um valor mais baixo, e o comprador só percebe a falsificação quando recebe o produto. Após a perícia, segundo a polícia, as figurinhas falsificadas serão inutilizadas Divulgação/Polícia Civil As investigações continuam com o objetivo de apurar os locais de fabricação e distribuição. Galerias Relacionadas Initial plugin text

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