Revista Oeste
O Itaú encerrou todas as contas bancárias da influenciadora e advogada Deolane Bezerra , de familiares e de empresas ligadas a ela depois de identificar uma série de “ red flags ” em movimentações financeiras. Segundo o site Poder360, o banco classificou o caso como um “ecossistema de movimentações suspeitas”. A decisão ocorreu em janeiro de 2024, depois de análises internas sobre operações consideradas incompatíveis com os padrões esperados. Deolane foi presa na quinta-feira 21 durante operação da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) . Entre os episódios citados pela investigação está uma tentativa de saque de R$ 1 milhão em espécie feita pela irmã da influenciadora, Dayanne Bezerra Santos, em novembro de 2023. Segundo relatório policial, o banco barrou a operação e passou a ampliar o monitoramento sobre contas relacionadas à família e às empresas de Deolane. A investigação sinaliza que operações semelhantes eram recorrentes em contas ligadas à influenciadora. O Itaú decidiu encerrar unilateralmente os vínculos bancários até janeiro de 2026. Deolane acionou a Justiça para tentar reverter a medida, mas a primeira instância decidiu a favor do banco, ao considerar que houve “causas concretas” para o encerramento. Em nota, o Itaú afirmou que não comenta casos específicos por causa do sigilo bancário, mas declarou que mantém “rígidos controles de prevenção à lavagem de dinheiro”. A defesa de Deolane não respondeu aos questionamentos da imprensa. Defesa de Deolane fala em prisão “desproporcional” Deolane é famosa por ostentar uma vida de luxo nas redes sociais, exibindo joias, roupas e viagens | Foto: Reprodução/Instagram Em nota divulgada nas redes sociais, advogados de Deolane afirmaram que ela tem “absoluta inocência” nas acusações e classificaram a prisão preventiva como “desproporcional”. A defesa declarou que continuará colaborando com a Justiça e sustentou que as atividades da influenciadora são lícitas. A prisão ocorreu durante a Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em parceria com o Ministério Público estadual. As investigações tiveram início depois da apreensão de bilhetes em uma penitenciária de Presidente Venceslau (SP). Os manuscritos mencionavam uma “mulher da transportadora” que ajudaria integrantes da facção criminosa. + Leia mais notícias do Brasil em Oeste Segundo a polícia, a apuração identificou o uso de uma empresa de logística como fachada para movimentar recursos ligados ao PCC. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane e de R$ 357,5 milhões no total contra todos os investigados. Os investigadores também afirmam que a influenciadora recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, quase sempre abaixo de R$ 10 mil. Além disso, cerca de 50 transferências para empresas ligadas a ela somariam R$ 716 mil. A polícia diz não ter encontrado prestação de serviços advocatícios que justificasse os valores. O post Itaú encerrou contas de Deolane depois de identificar ‘movimentações suspeitas’ apareceu primeiro em Revista Oeste .
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