Jornal O Globo
A Marcha para Jesus está sendo realizada na tarde deste sábado no Rio de Janeiro com uma ausência de peso: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O político, em pré-campanha à Presidência da República, era esperado no evento, mas optou por não comparecer. A decisão ocorre logo após ser divulgada pesquisa Datafolha indicando um recuo do político em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento foi realizado após a divulgação das relações de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro nas tratativas para o financiamento do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Datafolha: 64% dos eleitores acham que Flávio Bolsonaro agiu mal ao pedir dinheiro a Vorcaro Um dos principais líderes da oposição ao governo no Congresso, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) afirmou que a mudança de planos foi por conta de uma preparação do senador para se encontrar com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump e não tem relação com a pesquisa, que para ele não foi negativa. — Com o convite do Trump, ele está se preparando para a viagem, e me comunicou que por conta disso não poderia vir. Mas disse que vai procurar não faltar na Marcha de São Paulo. Eu acho que a pesquisa Datafolha nos surpreendeu positivamente, a gente esperava um impacto ainda maior. Esse impacto que houve está dentro da margem de erro, em 15 dias tudo voltará ao normal — afirmou Sóstenes durante o evento. O pastor Silas Malafaia também minimizou o resultado do levantamento Datafolha, mas evitou a declarar apoio incondicional à candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em detrimento de outro nome da direita. Ele disse que está acompanhando tudo que está sendo revelado e que vai ser pronunciar sobre o assunto no momento que julgar oportuno. — Eu não sou de partido, não tenho poder de decidir, eu dou apoio. Estou analisando tudo que está acontecendo para me pronunciar na hora certa — disse Malafaia durante a Marcha deste sábado. A assessoria de Flávio Bolsonaro divulgou nota no começo desta tarde informando que o político permaneceria em Brasília no fim de semana para ter conversas com o pai e que não faria agendas públicas, sem citar a decisão de não vir no evento evangélico no Rio de Janeiro.
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