Jornal O Globo
Os preços do petróleo recuaram mais de 5% nesta segunda-feira após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, aumentando as expectativas de um acordo que possa aliviar a crise no Oriente Médio e reduzir as tensões sobre o fornecimento global de energia. Semi: por que o caminhão elétrico da Tesla pode revolucionar o transporte de carga em meio à alta do diesel ‘Carros voadores’: empresa de táxi-aéreo já traça rotas comerciais em São Paulo: o que falta para novo transporte virar realidade? O barril do Brent, referência internacional, chegou a cair 5,2%, sendo negociado a US$ 98,12, enquanto o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, ficou próximo de US$ 92. Apesar da reação positiva do mercado, o presidente Donald Trump afirmou em publicações nas redes sociais que não pretende “apressar” um acordo, ressaltando que as negociações “ainda não estão totalmente concluídas”. Segundo autoridades americanas, a aprovação final pode levar vários dias. ‘A IA cria muito mais emprego do que elimina’, diz CEO da revista The Atlantic Ainda assim, permanecem dúvidas sobre pontos centrais do entendimento, como o futuro do programa nuclear iraniano. A agência iraniana Tasnim informou que o esboço do acordo ainda pode fracassar porque Washington estaria bloqueando cláusulas consideradas essenciais por Teerã, entre elas o descongelamento de ativos iranianos. Os mercados globais de energia vêm sendo fortemente impactados desde fevereiro, quando ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã desencadearam uma escalada militar na região do Golfo Pérsico. O conflito afetou a produção de milhões de barris diários de petróleo e levou ao bloqueio do Estreito de Hormuz, rota estratégica que, em tempos normais, responde por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A possibilidade de reabertura completa da passagem marítima é vista como um alívio para grandes importadores de energia na Ásia, como China, Japão e Coreia do Sul. Histórias humanas, vídeos, coberturas ao vivo e análises ganham força diante da expansão da IA no jornalismo Segundo analistas, parte da forte alta recente do petróleo refletia o temor de um cenário mais grave no Oriente Médio. Com a percepção de que as negociações seguem em andamento e de que a escalada do conflito perdeu força, esse “prêmio de risco” começou a ser retirado dos preços. Trump também enfrenta pressão política interna para encerrar a crise, especialmente às vésperas das eleições legislativas de novembro, que definirão o controle do Congresso. O conflito elevou os preços dos combustíveis nos Estados Unidos, com a gasolina atingindo neste mês o maior nível desde 2022. Kevin Hassett, principal assessor econômico da Casa Branca, afirmou à Fox News que espera uma queda nos preços da energia caso o acordo seja fechado, o que poderia abrir espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano.
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