Jornal O Globo
O fim do pagamento em dinheiro em ônibus municipais do Rio — mantido para o próximo sábado — segue dando o que falar. Depois de o Procon estadual e a Secretaria estadual de Defesa do Consumidor ajuizarem uma ação contra a iniciativa, o prefeito Eduardo Cavaliere usou o microfone durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira para tecer críticas a partes do governo estadual. Após dizer que o Governo do Estado passa por um processo de "reinstitucionalização" na gestão interina do desembargador Ricardo Couto, Cavaliere afirmou que irá "desconsiderar" a manifestação dos órgãos contra a prefeitura. Os donos do crime: Investigação da PF revela infiltração do CV em órgãos públicos e interesse em cooptar políticos com trânsito no governo Pagamento com PIX nos ônibus do Rio: período de testes começa nesta terça-feira, com ampliação nos próximos dias — O que apontam as investigações, a Polícia Federal e o Ministério Público, é que parte desse governo estadual tenha sido tomada por um comportamento de máfia, que privilegiava o interesse privado — disse Cavaliere, que disse estar “sereno” e “tranquilo” sobre deixar de se aceitar dinheiro nos ônibus. — Quem tem plano, segue o plano — completou, sobre a manutenção do planejamento do fim do pagamento em espécie. O governo estadual e a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) foram mencionados nas falas do prefeito por conta de ações na última semana que tiveram como gancho o anúncio do fim do pagamento em dinheiro. Além da ação ajuizada por Procon estadual e Sedecon, a Alerj está com um projeto de lei obrigando a aceitação do dinheiro inclusive em meios de transporte, de autoria do presidente da Casa, Douglas Ruas (PL). — As manifestações que a gente viu ao longo da semana passada, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e do órgão que não vou chamar de Defesa do Consumidor, porque praticam outra coisa. Aliás, acho que em breve vão também fazer parte da mudança de reinstitucionalização que tem sido implementada no governo do estado — afirmou o prefeito. Bilhete de R$ 6: Saiba onde foi feita a aposta vencedora da Mega-Sena no Rio Cavaliere — até outrora vice-prefeito, assumindo a caneta na capital após Eduardo Paes deixar o município para poder concorrer a governador nas eleições de outubro — ainda estendeu as críticas à gestão de Cláudio Castro, governador que renunciou ao cargo para concorrer ao Senado nas eleições deste ano e que, um dia após a saída do Palácio Guanabara, foi condenado por abuso de poder político e econômico na campanha de 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral. Castro foi condenado inelegível até 2030. Sem vice-governador, já que Thiago Pampolha deixou o cargo para se tornar conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e sem presidente na Alerj, com o deputado Rodrigo Bacellar preso e, posteriormente, cassado no mesmo julgamento de Castro, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, assumiu o governo do Rio interinamente. 'Oportunismo e interesses escusos': Prefeito do Rio rebate ação do Procon contra fim do dinheiro nos ônibus e defende Jaé Uma liminar do Supremo Tribunal Federal está mantendo Couto no cargo, mesmo após Douglas Ruas ser eleito o novo presidente da Alerj (e, assim, tornando-se o primeiro na linha sucessória do Estado). Até a semana passada, o governador interino já tinha feito mais de 2.500 exonerações. — O Estado do Rio de Janeiro está vivendo processo de reinstitucionalização, de retomada do seu funcionamento com comportamento institucional, em diversos órgãos. Isso aconteceu nos órgãos de centro de governo, como Fazenda, Procuradoria, Casa Civil, Previdência. Bom lembrar que parte desses órgãos estavam envolvidos em muitos desses escândalos que estão aparecendo nas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público — afirmou Cavaliere, classificando como "escusos e mafiosos" os interesses atendidos por alguns desses órgão citados. Complexo de Gericinó: Foragida por tráfico é presa ao visitar o filho em presídio Município alvo de ação na Justiça A ação movida pelo Procon-RJ e pela Sedecon tem como alvo o município do Rio e a empresa responsável pelo sistema de bilhetagem Jaé, a CBD Bilhete Digital S.A., para impedir supostos prejuízos aos passageiros. Os órgãos afirmam que o anúncio recente da prefeitura pode impactar diretamente milhares de consumidores, especialmente idosos, pessoas sem acesso à internet e sem vínculo bancário, trabalhadores informais, turistas, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade social, que podem depender do pagamento em espécie ou enfrentam dificuldades para acessar meios digitais. Entre outros apontamentos, os órgãos pedem que a Justiça determine a manutenção do pagamento em dinheiro, a suspensão da exclusividade do cartão Jaé para integrações tarifárias, o reforço na estrutura de atendimento aos usuários do sistema, além da elaboração de um plano de contingência com ampla campanha de informação à população. O pedido inclui ainda prazo mínimo de 30 dias para a população se adaptar após a comunicação efetiva das mudanças. Golpe: Taxista é preso em Copacabana após tentar cobrar R$ 3,4 mil de turistas alemães por corrida de cerca de R$ 40 Initial plugin text
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