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Empresário solto há 10 anos após condenação por assassinato de adolescente tem mandado de prisão em aberto em MT | Collector
Empresário solto há 10 anos após condenação por assassinato de adolescente tem mandado de prisão em aberto em MT
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Empresário solto há 10 anos após condenação por assassinato de adolescente tem mandado de prisão em aberto em MT

Rogério da Silva Amorim (à esquerda) foi condenado a 20 anos de prisão em 2016 pela morte da adolescente. Reprodução/TVCA Rogério da Silva Amorim, condenado a 20 anos de prisão em 2016 por mandar matar Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, tem um mandado de prisão em aberto e segue circulando no estado. Ele foi solto uma semana após a condenação, mas um novo mandado de prisão foi assinado em novembro do ano passado. Ao g1, a família contou que, nesta semana, Maiana completaria 31 anos. Segundo o irmão da vítima, Danilo Raul, parentes de Maiana, inclusive, já se depararam com Rogério pela cidade. “Eu, minha mãe, meu irmão, nós estamos indignado com essa situação. [...] Por que ele não tá preso? Porque ele mandou matar uma filha de pobre? Só porque ele tem dinheiro, ele consegue fazer o que quer? Ele vive para cima e para baixo, comandando a empresa dele, indo jogar bola, frequentando restaurantes. Ele segue vivendo a vidinha dele tranquilo com o bem-estar da alta sociedade", afirmou o irmão da vítima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp O g1 entrou em contato com a Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A reportagem tenta localizar a defesa de Rogério. Maiana desapareceu no dia 20 de dezembro de 2011. Conforme as investigações, ela e o empresário Rogério mantiveram um relacionamento extraconjugal por aproximadamente um ano e estavam vivendo juntos havia cinco meses, em regime de união estável, quando o assassinato foi cometido. Segundo o Ministério Público (MPMT), no dia do homicídio, o empresário teria mandado Maiana descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro para um chacareiro. Ela foi ao banco com uma moto que tinha ganhado do empresário e, depois, se dirigiu à chácara. A jovem foi morta na chácara e teve o corpo colocado dentro de um carro de passeio e, em seguida, deixado na região da Ponte de Ferro. Os restos mortais da adolescente foram encontrados no dia 25 de maio de 2012, cinco meses após o crime. Cerca de 10 anos após a condenação do mandante do assassinato, Danilo, irmão de Maiana, contou que a mãe deles deixou de viver em Cuiabá , cidade que morava há mais de cinco anos porque não suportava encontrar Rogério pela cidade. “Ela foi embora para ver se espairece a cabeça, porque não aguentava mais ficar aqui vendo o Rogério para cima e para baixo tranquilo, enquanto a filha dela está morta, enterrada e o cara que mandou fazer isso está vivendo a vidinha dele boa, tranquilo, sem nenhum problema", disse. LEIA MAIS Promotor diz que adolescente morta em MT era prisioneira de empresário Réu dava presentes caros e pagava escola para adolescente, diz mãe 'Cinco anos sofrendo', diz mãe de adolescente antes do júri de acusados Relacionamento, desaparecimento e morte Maiana Vilela foi morta em 2011, em Cuiabá Arquivo pessoal Julgamento e condenações Da esqueda à direita: Paulo Ferreira Martins, Carlos Alexandre da Silva e Rogério da Silva Amorim Reprodução/TVCA Três réus acusados de assassinar e ocultar o cadáver de Maiana foram condenados pelo Tribunal de Júri, em Cuiabá, em 2016. O júri durou dois dias. Durante a fase de interrogatório dos réus, somente Rogério não confessou participação no assassinato. Ele disse que o relacionamento com a adolescente era "maravilhoso" e relatou ter conhecido Maiana em uma boate e que, a princípio, não sabia que se tratava de uma adolescente. Paulo Ferreira Martins, de 44 anos, acusado de ter sido contratado para matar a adolescente, afirmou, no interrogatório, que cometeu o crime durante uma discussão com a vítima. Já Carlos Alexandre da Silva, de 34 anos, disse, em depoimento, ter ajudado Paulo a enterrar o corpo da vítima. Rogério da Silva Amorim, que mantinha um relacionamento com a vítima, foi sentenciado a 20 anos e 3 meses em regime fechado como mandante do crime e por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recompensa e meio que dificultou a defesa da vítima). Já Paulo Ferreira Martins, de 44 anos, que confessou ter asfixiado a adolescente, foi condenado a 18 anos e 9 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, também em regime fechado. Carlos Alexandre da Silva, de 34 anos, que confessou ter ajudado a enterrar o corpo da adolescente, foi condenado a um ano e seis meses em regime aberto.

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