Collector
Polícia Federal: mulher de desembargador comprou mansão com dinheiro vivo | Collector
Polícia Federal: mulher de desembargador comprou mansão com dinheiro vivo
Revista Oeste

Polícia Federal: mulher de desembargador comprou mansão com dinheiro vivo

A esposa do desembargador aposentado Divoncir Schreiner Maran, Viviane Alves Gomes de Paula, bancou uma construção de luxo avaliada em mais de R$ 2,1 milhões com o uso exclusivo de dinheiro vivo. As investigações da Polícia Federal (PF) revelam que os repasses em espécie para fornecedores e prestadores de serviço ocorreram em Campo Grande (MS). A apuração do caso foi publicada pelo portal g1. + Leia mais notícias de Brasil em Oeste As mensagens interceptadas pela polícia mostram que Viviane combinava encontros presenciais e andava com maços de notas na bolsa para evitar transações bancárias ou o rastreamento por cartões de crédito. O início da reforma da mansão ocorreu em 2021, exatamente um ano depois de o marido conceder um habeas corpus que colocou em liberdade o megatraficante Gerson Palermo, liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC). Pagamentos secretos dentro de automóveis Os agentes federais apontam indícios de que a mulher do magistrado realizava as entregas de valores dentro de veículos para fugir de câmeras de monitoramento. Em um dos diálogos obtidos pela PF, Viviane cobra o desconto para quitar uma compra de ferragens de R$ 40 mil em dinheiro vivo. O vendedor da loja assustou-se com a proposta, chamou a situação de "loucura" e avisou que a firma só aceitava receber por Pix, boleto ou cartão. https://www.youtube.com/watch?v=BI2LXdysRes A quebra de sigilo mostra ainda o acerto para a montagem dos móveis planejados da residência, um serviço fechado pelo valor de R$ 650 mil. Viviane chamou o prestador de serviço para receber as notas na calçada do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), local onde ela trabalhava. A Polícia Federal confirmou no relatório técnico que a origem de todo o dinheiro usado na moradia permanece desconhecida. Soltura de traficante gerou punição máxima O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu o desembargador Divoncir Maran com a pena de aposentadoria compulsória no dia 10 de fevereiro deste ano. O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) comprovou que o magistrado cometeu faltas graves ao dar o benefício da prisão domiciliar para Gerson Palermo, criminoso condenado a 126 anos de reclusão por tráfico internacional de drogas e considerado um dos chefes da facção paulista. O magistrado liberou o traficante do presídio de segurança máxima paranaense durante o plantão do feriado de Tiradentes, em 2020, alegando risco de infecção por covid-19. O CNJ constatou que Divoncir assinou a soltura sem exigir nenhum laudo médico sobre a saúde do preso. Logo que saiu da cadeia, Palermo quebrou a tornozeleira eletrônica e fugiu do país. O criminoso segue na lista dos mais procurados do governo federal. Advogados negam desvios de conduta A defesa de Divoncir Maran e de sua esposa divulgou um comunicado oficial para rebater as conclusões da Polícia Federal. Os advogados do casal afirmaram que os clientes negam qualquer tipo de ilegalidade ou o recebimento de vantagens financeiras ilícitas no exercício da magistratura. Os defensores criticaram o vazamento do inquérito e disseram que aguardam a liberação do acesso integral aos documentos para apresentar as justificativas na Justiça. O escritório declarou que qualquer juízo antecipado sobre o patrimônio da família é imprudente e desrespeita o direito de defesa dos investigados. Leia mais: "MP investiga suposto vínculo entre Master e cemitérios de SP" O post Polícia Federal: mulher de desembargador comprou mansão com dinheiro vivo apareceu primeiro em Revista Oeste .

Go to News Site