Jornal O Globo
Na decisão que determinou a operação de busca e apreensão contra Cláudio Castro (PL) nesta terça-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça citou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) estimou que o Banco Master captou R$ 3,961 bilhões do governo fluminense. As investigações da Polícia Federal querem entender se o investimento no conglomerado de Daniel Vorcaro foi ilegal e fruto de corrupção. Os donos do crime: TCP levou guerra do tráfico aos céus do Rio com uso de drones para vigiar criminosos rivais e polícia Cláudio Castro alvo da PF: dois celulares são apreendidos, diz advogado Em 2025, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) havia identificado que o Rioprevidência, fundo que gere pensões e aposentadorias de servidores, tinha investido cerca de R$ 2,5 bilhões no Master e fundos geridos pelo banco ou suas empresas associadas. Desse montante, R$ 970 milhões eram de Letras Financeiras do Master, que venceriam em 2033, e não são cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O restante do valor era de aportes em fundos de investimentos geridos ou administrados por corretoras ligadas ao Master. Um desses aportes foi de R$ 100 milhões no fundo Texas I FIA, que têm 96% da carteira em ações da Ambipar — que está em recuperação judicial e derreteu na bolsa de valores. Os aportes desse investimento foram feitos em junho de 2025. Outro investimento foi no Arena Fundo de Investimento em Renda Fixa / Título Público — de R$ 660 milhões. No entanto, já havia aportes que somavam R$ 440 milhões. A aplicação também causou estranheza aos técnicos do tribunal. A primeira aplicação, de R$ 50 milhões, foi feita em 19 de dezembro do ano passado — um dia após o fundo ser aberto. E não só isso. O Rioprevidência é o único cotista da carteira de investimentos, que até agosto de 2025 rendeu apenas 4,05%, menos que a poupança (5,47%). Nunca preso: Peixão, um dos mais procurados, acumula dez mandados de prisão e é absolvido em ação sobre drones Na decisão desta terça-feira, André Mendonça destacou os valores apurados pela PGR, mas não detalhou se eram contabilizados também os investimentos pela Cedae, que aportou R$ 250 milhões no Master. "No ponto, a relação de Daniel Bueno Vorcaro e Cláudio Bomfim de Castro e Silva trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras", escreveu a PGR. Mistério: Civic raro intriga passageiros no Galeão após anos abandonado em estacionamento A operação contra Castro No último dia 15, Castro foi alvo de uma operação que apura suspeitas de fraude no setor de combustíveis. Desta vez, o motivo da ação da PF foi a investigação de aportes feito pelo Governo do Estado do Rio, por meio do Rioprevidência, em fundos ligados ao Banco Master. Além de Castro, são alvo integrantes e ex-integrantes do Rioprevidência. As ordens foram expedidas pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes considerados suspeitos feitos pelo Rioprevidência em letras financeiras do Master. As operações teriam movimentado cerca de R$ 970 milhões entre outubro de 2023 e julho de 2024. Caso Henry: Leniel Borel revela que apresentará ao júri suposto caso de menina que teria sido queimada por Jairinho Nesta nova fase da investigação, os policiais apuram ainda aplicações de aproximadamente R$ 2,01 bilhões realizadas, a partir de julho de 2024, em fundos de investimento ligados à mesma instituição financeira. Somadas, as transferências do Rioprevidência teriam alcançado cerca de R$ 3 bilhões. Os recursos teriam saído principalmente do Rioprevidência, responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil beneficiários estaduais, além da Cedae, estatal de abastecimento de água do estado. Ponto tradicional: Esvaziado, shopping de Niterói que já foi conhecido pelas atrações culturais tenta recuperar movimento O Banco Master foi liquidado em novembro, após a prisão do seu fundador, Daniel Vorcaro, por suspeita de fraudes financeiras. A PF apura o pagamento de propina a agentes públicos para conseguir aumentar os aportes no Master, a criação de fundos fictícios para inflar o valor do banco, além da utilização de uma rede de fundos de investimentos para esconder a origem dos recursos. As suspeitas de investigadores é que Vorcaro utilizava suas relações com políticos para obter vantagens. É neste contexto que a PF apura irregularidades nos aportes feitos pela Rioprevidência, à época comandado por Deivis Marcon Antunes, indicado ao cargo por caciques do União Brasil. Nesta terça-feira, no momento da ação policial, Castro — que colaborou com as buscas "com serenidade", de acordo com o seu advogado — estava acompanhado da mulher e da sogra no imóvel. Dois celulares do ex-governador foram apreendidos. Initial plugin text .
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