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Flávio Bolsonaro ao lado de Donald Trump Divulgação A primeira foto divulgada nesta terça-feira (26) do encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece mais a foto de um fã com seu ídolo do que propriamente a de um presidenciável de um país soberano conversando com o presidente de outro país soberano. Pode ser até que outras imagens sejam divulgadas, mas o que importa é que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não viajou para se encontrar com Trump, e sim para sair do Brasil, fugindo de perguntas sobre o escândalo do Banco Master. Flávio não quer explicar onde está o suposto contrato do acordo firmado com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Desde que o áudio da conversa entre ele e Vorcaro foi divulgado, em 13 de maio, o pré-candidato à Presidência da República foi questionado duas vezes pela imprensa sobre o assunto e, em ambas, teve reações constrangedoras. Na primeira, riu nervosamente ao ser questionado por um jornalista do site The Intercept sobre os R$ 61 milhões pagos por Daniel Vorcaro e pelo Banco Master, afirmando que a informação era “mentira”. Mais tarde, já no aeroporto, a caminho dos Estados Unidos, voltou a adotar um tom de leveza constrangedora ao brincar que só falaria em inglês. A fotografia é o que menos importa para a pré-campanha. O silêncio do senador e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro importa muito mais. Classificação de PCC e CV Flávio Bolsonaro afirmou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante encontro na Casa Branca, que as facções criminosas Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa logo após o encontro dos dois na Casa Branca. Segundo o senador, ele foi convidado para se reunir com Trump em Washington. O senador afirmou que conversou com Trump sobre diferenças entre um eventual governo liderado por ele e a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o senador, os dois discutiram temas como segurança pública, tarifas e terras raras. Viagem de Flávio foi de última hora O senador e pré-candidato chegou aos EUA na segunda-feira (25) e se hospedou no Hotel Willard, que fica próximo à Casa Branca. A viagem foi articulada pelo seu irmão, o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto à ala ideológica do governo Trump. Eduardo está nos EUA desde fevereiro de 2025 e perdeu o mandato por excesso de faltas. No Brasil, ele é alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF) e atua politicamente no exterior, principalmente com aliados de Donald Trump. Também é citado em apurações sobre suspeitas de financiamento irregular e articulações internacionais contra autoridades brasileiras. A divulgação da proximidade do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou as intenções de voto de Flávio, de acordo com a mais recente pesquisa Datafolha. Nas simulações de primeiro turno, o senador recuou de 35% para 31%, uma queda de quatro pontos percentuais. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, oscilou de 38% para 40%. Com isso, a diferença entre os dois passou de três para nove pontos percentuais. Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio apareciam empatados com 45%. Na pesquisa mais recente, o petista foi a 47%, enquanto o senador recuou para 43%, abrindo uma vantagem de quatro pontos percentuais.
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