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Ex-governador do Rio é alvo de buscas pela segunda vez em onze dias O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo de buscas da Polícia Federal pela segunda vez em 11 dias. A nova investigação apura envolvimento dele no escândalo do Master. A PF afirma que Cláudio Castro operou politicamente a favor de Daniel Vorcaro, viabilizando transferências suspeitas do Rioprevidência no valor de quase R$ 3,7 bilhões. O Rioprevidência é o fundo de aposentados e pensionistas do estado. Durante mais de três horas, policiais federais vasculharam a cobertura do ex-governador do Rio em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste. Cláudio Castro estava em casa e acompanhou as buscas. Os agentes deixaram o endereço levando dois celulares para análise. A decisão que autorizou as buscas foi do ministro André Mendonça, do STF - Supremo Tribunal Federal. Segundo o ministro, as provas reunidas pela PF indicam que Cláudio Castro mantinha vínculo próximo com Daniel Vorcaro e exerceu papel politicamente relevante para a viabilização dos aportes do Rioprevidência no Banco Master. Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, de janeiro, que identificou aplicações financeiras suspeitas do Rioprevidência no banco de Vorcaro. O fundo gere os benefícios de 237 mil aposentados e pensionistas do estado. Ao longo das apurações, a PF foi descobrindo valores cada vez maiores investidos no banco, desde 2023. O total chega a quase R$ 3,7 bilhões em vários tipos de investimentos no banco. A Polícia Federal também destaca que a gestão do Rioprevidência foi trocada imediatamente antes do início dos aportes no Master e que os novos gestores tomaram decisões contrárias à política de investimentos e adotaram medidas irregulares para o credenciamento do Banco Master. Rioprevidência investiu R$ 3,7 bilhões no Master, aponta PF em operação que mira Cláudio Castro, do PL Jornal Nacional/ Reprodução A partir de conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro, a Polícia Federal descobriu que o ex-governador do Rio teve encontros frequentes com o dono do Master – tanto no Brasil como no exterior, em viagens custeadas pelo banqueiro. E mais: que há uma coincidência de datas entre esses encontros e os aportes financeiros feitos pelo Rioprevidência no banco. As conversas indicam que a liberação de determinados investimentos dependia de alinhamento político com o ex-governador. Além de Castro, outras nove pessoas foram alvos de busca e apreensão nesta terça-feira (26). Entre elas, Deivis Marcon Antunes, ex-diretor-presidente do Rioprevidência. Ele está preso desde fevereiro. É a segunda vez em 11 dias que a Polícia Federal bate na porta do ex-governador do Rio. No dia 15 de maio, Castro foi alvo de uma outra operação: chamada de Sem Refino. A PF investiga a participação dele em um esquema de fraudes e favorecimento ilegal do grupo Refit, dono da antiga refinaria de Manguinhos, um dos maiores devedores de impostos do país. "Tal qual a outra operação, isso para nós foi uma surpresa. Porque nós não conseguimos entender ainda que tipo de envolvimento podem ter atribuído a ele. São coisas que nós vamos ainda entender para saber em que ponto ele pode estar sendo envolvido, ou qual seria a acusação", diz Carlo Luchione, advogado de Cláudio Castro. As defesas de Daniel Vorcaro e Deivis Antunes não quiseram se manifestar. Em nota, o Rioprevidência disse que, em dezembro de 2025, houve o resgate de aproximadamente R$ 1,4 bilhão do fundo administrado pelo Banco Master. Afirmou ainda que está à disposição para prestar os esclarecimentos e que a atual gestão tem adotado medidas que fortalecem a segurança dos investimentos. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3,7 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master Compliance Zero: entenda investigação contra Castro sobre aportes do Rioprevidência para fundos do Master PF: Cláudio Castro trocou cúpula do Rioprevidência antes de fundo investir R$ 3,7 bilhões no Master Camila Bomfim: PF diz que Castro tinha 'alinhamento' e 'vínculo pessoal estreito' com Vorcaro e, por isso, Rioprevidência investiu no Master Encontros, viagens e nomeações: elo pessoal entre Castro e Vorcaro facilitou aporte de R$ 3,7 bi no Master pelo Rioprevidência, diz PF
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