g1
Polícia da Bolívia prende um dos chefes do PCC, Gerson Palermo A polícia da Bolívia prendeu nesta terça-feira (26) um dos chefes do PCC, Gerson Palermo. O traficante brasileiro estava foragido desde 2020, depois de se beneficiar de um habeas corpus concedido pelo desembargador Divoncir Maran. Gerson Palermo foi preso na cidade de Cotoca, nos arredores de Santa Cruz de la Sierra. A prisão é resultado de um trabalho de cooperação entre a Polícia Federal do Brasil, que compartilhou informações de inteligência, e a Força Especial de Luta Contra Narcotráfico, da Bolívia. David Gomez, o comandante do departamento de Santa Cruz de la Sierra, afirmou que as autoridades bolivianas estão organizando os procedimentos de extradição para o Brasil. Palermo estava na lista da Interpol. Ele era um dos criminosos mais procurados do Brasil. O traficante, apontado pela Polícia Federal como um dos chefes do PCC, acumula condenações que somam 126 anos de prisão. Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Entre os crimes de Gerson Palermo está o sequestro, no ano 2000, de um avião que transportava malotes do Banco do Brasil. A quadrilha obrigou o piloto a pousar no interior do Paraná e fugiu com cerca de R$ 5 milhões. Preso na Bolívia, um dos chefes do PCC estava foragido desde 2020 Jornal Nacional/ Reprodução O traficante foi preso pela última vez em 2017, em uma operação da Polícia Federal, mas foi beneficiado por uma decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul. O caso foi tema de uma reportagem do Fantástico no domingo (24). No plantão do feriado de Tiradentes, em 2020, os advogados de Palermo entraram com um pedido de habeas corpus para concessão de prisão domiciliar no Tribunal de Justiça, alegando que ele fazia parte do grupo de risco da Covid, mas nenhum laudo foi anexado. As investigações da PF mostraram que o desembargador Divoncir Maran sabia antecipadamente que a petição iria chegar ao tribunal e ordenou que assessores concedessem o pedido. Palermo foi cumprir pena em casa, onde rompeu a tornozeleira e fugiu apenas cinco horas depois de ser liberado da cadeia. O desembargador Divoncir Maran responde pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa. Ele já foi punido administrativamente pelo Conselho Nacional de Justiça com a aposentadoria compulsória. Os advogados do desembargador afirmaram que ele nega qualquer irregularidade e que aguarda acesso integral às investigações para apresentar sua defesa. Edgar Marcon, especialista em segurança pública, avalia que decisões como a que beneficiou Palermo têm um custo alto para a sociedade: “Essas decisões atrapalham o combate ao crime organizado porque são usados os mesmos recursos para fazer a investigação, para prender e depois correr atrás do criminoso que foi solto, com as mesmas verbas que poderiam ser utilizadas na prisão de outros criminosos. Porque o policial que está imbuído em recuperar um criminoso foragido é o mesmo policial que poderia estar imbuído em prender outros criminosos”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Gerson Palermo, chefe do PCC solto por desembargador de MS, é preso na Bolívia Chefe do PCC foragido há 6 anos e preso na Bolívia será expulso para o Brasil Habeas corpus, tornozeleira rompida e fuga: os bastidores da soltura de traficante do PCC por desembargador
Go to News Site