Jornal de Brasília
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (28) mais uma fase da Operação Carbono Oculto, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital. A ofensiva teve como foco empresas e operadores financeiros suspeitos de manter a estrutura econômica da facção criminosa ativa mesmo após operações anteriores das autoridades. Ao todo, foram cumpridos 55 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. Segundo os investigadores, os principais alvos da operação são suspeitos de utilizar postos de combustíveis, fintechs e empresas de fachada para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas e dificultar o rastreamento financeiro realizado pelos órgãos de controle. As investigações apontam que o PCC teria promovido mudanças recentes em sua estrutura financeira para escapar da fiscalização. De acordo com o Gaeco, a organização passou a utilizar novas empresas, alterou composições societárias e ampliou a movimentação de recursos por meio de diferentes plataformas digitais de pagamento e serviços financeiros. A nova fase da Operação Carbono Oculto faz parte de um conjunto de ações voltadas ao enfraquecimento das bases econômicas da facção criminosa. Os investigadores apuram a possível participação de empresários, operadores financeiros e intermediários responsáveis por movimentar valores milionários em benefício da organização. Até o momento, as autoridades não divulgaram o total bloqueado nem detalhes sobre eventuais prisões decorrentes da ofensiva.
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