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Sem tocar na bola, Neymar já corre risco de corte na seleção de Ancelotti | Collector
Sem tocar na bola, Neymar já corre risco de corte na seleção de Ancelotti
Jornal de Brasília

Sem tocar na bola, Neymar já corre risco de corte na seleção de Ancelotti

Neymar vira problema logo no seu primeiro dia com Carlo Ancelotti na seleção e pode ser cortado nas próximas horas. Mal chegou à Granja Comary e já se transformou no primeiro grande problema da preparação para a Copa do Mundo. O que deveria marcar o início de um novo ciclo cercado de expectativa virou um ambiente de apreensão, desconfiança e suspense dentro da CBF. Enquanto os demais jogadores iniciavam os trabalhos em campo em clima de Copa do Mundo, o principal nome da seleção deixava o centro de treinamento rumo a uma clínica de exames em Teresópolis. A cena foi emblemática. Neymar saiu acompanhado pelo médico Rodrigo Lasmar, pelo gerente de seleções Cícero Souza e pelo supervisor Sérgio Dimas. No retorno, demonstrava preocupação visível após conversar atentamente com o departamento médico da CBF. O exame na panturrilha praticamente sequestrou o noticiário do primeiro dia de preparação da seleção brasileira. A expectativa inicial de ver Neymar treinando sob o comando de Ancelotti rapidamente deu lugar ao temor de que o camisa 10 sequer consiga permanecer na convocação. Nos bastidores, cresce a possibilidade de corte nas próximas horas. O desconforto dentro da CBF é evidente. Antes mesmo da apresentação, já existia ruído entre a entidade e o Santos. O clube paulista havia enviado um documento garantindo que o problema sentido por Neymar na partida contra o Coritiba não impediria o jogador de trabalhar normalmente na Granja Comary. Bastou o primeiro dia de atividades para a realidade desmentir o discurso. A própria CBF, segundo relatos internos, já desconfiava que a situação estava longe de ser apenas um “simples edema”. Após os exames protocolares feitos em todos os convocados, Rodrigo Lasmar decidiu aprofundar imediatamente a investigação clínica do atacante. A operação montada pela entidade também chamou atenção. A direção da CBF acionou uma clínica fora do circuito habitual utilizado pela seleção em Teresópolis e exigiu confidencialidade máxima. Houve pedido para fechamento do local ao público e até assinatura de termo de sigilo para evitar vazamentos sobre o exame. Quando o restante do elenco encarava o frio da Serra nos trabalhos com bola, Neymar deixava o CT discretamente para tentar descobrir a gravidade real do problema. O cenário expõe mais uma vez a dependência emocional e esportiva que cerca a seleção brasileira em torno de Neymar. A chegada de Ancelotti havia criado expectativa de um ambiente mais estável e organizado. Mas o primeiro capítulo da nova era acabou marcado justamente pela velha novela física do camisa 10. Com a lista definitiva da Copa do Mundo precisando ser fechada até 1º de junho, a comissão técnica agora vive uma corrida contra o tempo. E Carlo Ancelotti, antes mesmo de comandar o primeiro treino completo da seleção, já pode ser obrigado a administrar o primeiro corte traumático do seu trabalho no Brasil.

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