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Operação Fluxo Oculto, contra lavagem de dinheiro do PCC, tem alvos em Santos
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Operação Fluxo Oculto, contra lavagem de dinheiro do PCC, tem alvos em Santos

Operação Carbono Oculto: segunda fase mira novo esquema de lavagem de dinheiro do PCC Dois alvos da Operação Fluxo Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (28) pelo grupo de atuação e combate ao crime organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal, são de Santos, no litoral de São Paulo. Os suspeitos, no entanto, ainda não foram divulgados. A ação representa uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que revelou o avanço do crime organizado no ecossistema do mercado de combustíveis, instituições de pagamentos e de investimento em agosto de 2025. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Na ocasião, pessoas e empresas foram alvos por suspeitas de ajudar o PCC a esconder o dinheiro obtido nos crimes. Apesar disso, as investigações apontaram que a organização criminosa continuou agindo para lavar dinheiro, adulterar combustíveis e sonegar impostos. Desta forma, a Operação Fluxo Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (28) com foco em seis fintechs [empresas que combinam finanças e tecnologia] e na adulteração de combustível com uso de nafta (solvente). Operação Fluxo Oculto foi deflagrada em cinco estados Divulgação/Receita Federal Segundo o Gaeco, as fintechs atuavam como ‘bancos paralelos’ dos criminosos. Elas integravam um núcleo utilizado para compensações financeiras internas entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, empresas e fundos de investimentos administrados pela organização criminosa, além de pagamentos de colaboradores e investimentos pessoais dos principais operadores. De acordo com a Receita Federal, as seis fintechs movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Além disso, o MP-SP descobriu ainda um núcleo envolvido com o desvio de nafta petroquímica para terminais e postos de combustível. Uma apuração conjunta com a Agência Nacional de Petróleo (ANP) revelou a estrutura de falsidades, com venda de solventes para empresas-fantasma. A denúncia descreve estrutura criada para a abertura serial de empresas nos mais diversos estados do país. Segundo o MP, os denunciados utilizavam parentes, pessoas em situação de vulnerabilidade social e até presos para constituir pessoas jurídicas que supostamente adquiriam solventes, na prática desviados para a Grande São Paulo. Os recursos obtidos com o esquema eram remetidos a fundos de investimentos para ocultar os reais beneficiários da fraude. Ao todo, foram identificados quatro fundos que participavam do esquema e são alvos da operação, juntamente com duas administradoras de recursos e duas gestoras. Os quatro fundos investigados possuem, atualmente, patrimônio estimado em aproximadamente R$ 205 milhões. Em pouco mais de um ano, houve incremento patrimonial superior a 200% nesse montante. Gaeco e Receita Federal deflagraram a Operação Fluxo Oculto após investigações sobre esquema criminoso Divulgação/Receita Federal Mandados Ao todo, são cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Dentre eles, 30 são mandados de pessoas jurídicas, sendo dois de Santos. Além do Gaeco e da Receita Federal, participam da operação a Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo e as Polícias Militar e Civil. Operação Fluxo Oculto cumpre 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados Divulgação/Receita Federal VÍDEOS: g1 em 1 Minuto Santos

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