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7 maravilhas arquitetônicas da Índia que você precisa conhecer
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7 maravilhas arquitetônicas da Índia que você precisa conhecer

Muito além das maravilhas mais conhecidas da Índia — como o Taj Mahal, os palácios do Rajastão, as esculturas das Cavernas de Ajanta e os fortes e templos de Tamil Nadu e Karnataka — existem estruturas menos conhecidas que resistiram ao teste do tempo longe dos holofotes. Essas paredes (ah, se pudessem falar!) viram dinastias surgirem e caírem, sobreviveram ao tempo e às marés — literalmente, no caso de uma cidade fantasma de Tamil Nadu devastada por um ciclone — e frequentemente inspiraram obras-primas da arquitetura indiana por décadas, séculos até. Fragmentos da história da Índia estão guardados em suas ruínas, inscrições meticulosas, design cuidadoso e superfícies riscadas. Conheça as sete maravilhas arquitetônicas da Índia que você precisa visitar. Ruínas de Rabdentse, Sikkim Ruínas de Rabdentse, Sikkim Getty Images Frequentemente chamadas de Machu Picchu da Índia, as ruínas de Rabdentse datam da década de 1670 e oferecem um vislumbre do passado real de Sikkim. Rabdentse foi a segunda capital do reino de Sikkim. Tensung Namgyal, filho de Phunstog Namgyal e primeiro Chogyal de Sikkim, transferiu a capital para cá a partir de Yuksom. No século XVIII, a cidade foi destruída pelo exército Gurkha invasor. Anos depois, o Archaeological Survey of India restaurou o local, adicionando jardins paisagísticos e caminhos. As ruínas ficam próximas à cidade de Pelling e a dois quilômetros do Mosteiro de Pemayangtse, parte importante do circuito de peregrinação budista. No interior, há santuários budistas, um trono e um quadrângulo aberto. O destaque, porém, é uma laje de mármore branco de pouco mais de dois metros, que segue sendo a principal atração para moradores e turistas. Acredita-se que o local da laje tenha sido ocupado por um mosteiro chamado Risum Gompa. Como chegar: as ruínas de Rabdentse ficam a 30 minutos de carro de Pelling e a uma curta caminhada do Mosteiro de Pemayangtse. Selecionar uma imagem Unakoti, Tripura Unakoti, Tripura Getty Images Segundo os mitos em torno das esculturas rupestres de Unakoti, o deus Shiva passou uma noite no local durante uma viagem a Kashi acompanhado de 9.999.999 deuses e deusas. Ele e seus companheiros deveriam acordar antes do amanhecer para continuar a peregrinação. Mas quando chegou a hora, apenas Shiva despertou. Furioso, ele transformou todos em pedra. Outra lenda afirma que as esculturas foram feitas por um artesão chamado Kallu Kumhar, que acompanhava Shiva e Parvati em sua jornada ao Monte Kailash. Kumhar foi incumbido de criar um crore de esculturas representando o deus e seus companheiros em uma única noite. Ele conseguiu criar quase todas. Unakoti significa literalmente "um a menos que um crore". Algumas fascinantes esculturas rupestres ainda podem ser vistas no local, sendo a mais impressionante uma representação de Shiva com cerca de nove metros de altura. Há também esculturas de Ganesha, da deusa Durga sobre um leão, da deusa Ganga, de Hanuman, de Ravana e outras figuras. Em 2022, essas esculturas e relevos foram incluídos na lista indicativa do Patrimônio Mundial da UNESCO. Como chegar: o distrito de Unakoti fica a quatro horas de carro de Agartala. Templos de Masrur, Himachal Pradesh Masrur Temples, Himachal Pradesh Getty Images Acredita-se que este complexo de templos hindus esculpidos na rocha, considerado a escadaria dos Pandavas rumo ao paraíso, data do século VIII e teria sido talhado em uma única rocha monolítica. O conjunto foi construído de forma simétrica sobre uma grade quadrada, com o templo principal ao centro e os menores ao redor. Evidências arqueológicas sugerem que o complexo deveria ser muito maior, mas grande parte ficou inacabada. Pouco se sabe sobre a história do local e seus construtores. A lenda conta que os Pandavas passaram parte de seu exílio ali e tentaram construir uma escadaria para o paraíso durante esse período. Quem visitar o local pode observar uma escadaria inacabada que ainda permanece no lugar. Como chegar: os Templos de Masrur ficam a uma hora de carro do Aeroporto de Kangra. Parque Arqueológico de Champaner-Pavagadh, Gujarat Parque Arqueológico de Champaner-Pavagadh, Gujarat Getty Images Palácios, templos, mesquitas, túmulos, ruínas de complexos residenciais, poços em degraus e muito mais estão espalhados por este Patrimônio Mundial da UNESCO de 1.327 hectares, que se estende do morro de Pavagadh até a cidade de Champaner. No início do século XIV, a região era uma capital hindu sob os Khichi Chauhan Rajputs, até ser conquistada pelo governante turco Sultão Mehmud Begda. Sua história se reflete nas estruturas, que representam uma fusão perfeita entre as arquiteturas hindu e islâmica. A Jama Masjid do local tornou-se inclusive modelo para a arquitetura de mesquitas posteriores na Índia. O Templo Kalikamata, no topo do morro de Pavagadh, continua atraindo peregrinos todos os anos, e o sítio é a única cidade islâmica pré-mogol completa e preservada. Como chegar: as ruínas desta cidade pré-mogol ficam a uma hora de carro de Vadodara. Forte de Murud Janjira Forte de Murud Janjira Getty Images Diz a lenda que quando o Kallal Bangdi, o maior dos três canhões que ainda sobrevivem no Forte de Janjira, disparava, o forte inteiro reverberava por uma semana sob sua força. Hoje, o forte construído no meio do mar é facilmente acessível por barcos que levam turistas até suas imponentes muralhas, mas houve um tempo em que era considerado inexpugnável. O forte tinha grandes celeiros e poços de água doce para abastecer as 550 famílias que viviam dentro dele. Os Siddis são creditados como os arquitetos desta fortaleza de pedra com torres, ameias e canhões posicionados para afastar qualquer invasor. O forte fica a poucas horas de Mumbai e Pune, acessível em um passeio de um dia. Como chegar: barcos partem do cais de Rajapuri, na praia de Murud, com destino ao Forte de Murud Janjira. Shalimar Bagh, Caxemira Shalimar Bagh, Caxemira Divulgação Construído em 1619 pelo imperador Jahangir para Nur Jahan, este jardim do século XVII nas montanhas funcionou como residência de verão dos mogóis na Caxemira. Durante o período mogol, Jahangir teria viajado à Caxemira mais de uma dezena de vezes, deslocando toda a sua corte pela Cordilheira de Pir Panjal para residir ali durante os meses quentes. Situado às margens do Lago Dal, é uma das expressões mais refinadas do design de jardins mogóis na Índia, com um traçado em terraços que segue o estilo persa charbagh. Um canal central de água, o Shah Nahar, percorre os três terraços, conectando fontes em cascata, pavilhões de mármore negro, avenidas ladeadas de plátanos e caminhos formais. Cada nível tinha uma função definida, desde audiências públicas no Diwan-e-Aam até espaços reais mais reservados nos terraços superiores. O jardim já contou com mais de 400 fontes, alimentadas por um sofisticado sistema hidráulico. O terraço mais alto, reservado à família real, inclui o jardim zenana e o Pavilhão Negro, construído sob Shah Jahan. Atrás de várias das cachoeiras estão os chini khanas, nichos em arco que antigamente eram iluminados com lamparinas a óleo, projetando luz através da água em queda. Atualmente, o Shalimar passa por uma restauração estrutural e desenvolvimento paisagístico pela Fundação JSW para preservar suas características arquitetônicas e melhorar a infraestrutura para visitantes. Como chegar: o Shalimar Bagh fica a cerca de 15 quilômetros do Aeroporto Internacional de Srinagar e a 25 minutos de carro do centro da cidade pela Boulevard Road. Dhanushkodi, Tamil Nadu Dhanushkodi, Tamil Nadu Getty Images Na ponta sudeste da Ilha Pamban, Dhanushkodi é uma cidade congelada no tempo desde que um devastador ciclone em 1964 a reduziu a ruínas. O que resta hoje são igrejas em esqueleto, uma estação ferroviária em ruínas e fragmentos de casas lentamente retomadas pela areia e pelo mar. Ladeada pela Baía de Bengala de um lado e pelo Oceano Índico do outro, a estreita faixa de terra parece ao mesmo tempo desolada e surreal. A tradição local conecta o local ao Ramayana, com a crença de que foi ali que o Senhor Rama construiu a ponte para Lanka. Outrora um importante ponto de passagem, Dhanushkodi era ligada ao continente indiano por uma linha ferroviária e era a última parada antes das balsas que cruzavam o Estreito de Palk em direção ao Sri Lanka. Hoje, uma estrada construída em 2016 facilita o acesso ao local, substituindo a difícil travessia a pé ou de jipe pela costa. Como chegar: Dhanushkodi fica a 20 quilômetros de Rameswaram, acessível pela estrada construída ao longo da Ilha Pamban. Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!

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