Jornal O Globo
Passadas 24 horas da notícia aparentemente bombástica sobre a confirmação da lesão de grau 2 na panturrilha direita de Neymar, o ambiente na Granja Comary, em Teresópolis, seguiu o mesmo para a preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo. Quem circula pelo CT da seleção relata que o clima de tranquilidade foi mantido, pelo fato de a condução do caso por parte da CBF já ser algo esperado e até planejado nos últimos dias. Entre dirigentes, comissão técnica e jogadores, incluindo Neymar, o semblante era de serenidade. Todos digerindo algo que já esperavam. A tensão só veio à tona quando o médico Rodrigo Lasmar anunciou o resultado dos novos exames, realizados na quarta-feira, durante entrevista coletiva na quinta-feira de manhã. Lasmar é apontado pelo Santos como conhecedor de todas as avaliações médicas, entre laudos e imagens. Nas demais entrevistas, todos os atletas - Casemiro, Weverto, Rayan e Matheus Cunha trataram o assunto com naturalidade. O Santos, por sua vez, ficou mal visto na CBF, que já sabia da avaliação mais otimista no momento em que Ancelotti convocou Neymar. A "lesão leve" alegada se transformou em uma lesão de grau 2 e a previsão, desde a semana passada, era que o camisa 10 precisaria de até um mês para jogar. Sem projetar o retorno aos jogos, Neymar tem feito trabalhos físicos leves e fisioterapia para que a lesão cicatrize. Nesta sexta-feira, segundo o ge, foi a campo, mas apenas de forma protocolar. A expectativa é que comece a treinar na semana que vem de forma um pouco mais intensa. Pela previsão da CBF, Neymar não enfrenta o Panamá no domingo e nem o Egito no dia 6, mas fisioterapeutas da seleção acreditam que a recuperação surpreender para esta partida, que seria um último testes antes de um possível corte na véspera da estreia contra Marrocos, dia 13. Nesse momento, porém, o desligamento de Neymar não é uma possibilidade. Até quando a lista pode mudar? O regulamento da Copa do Mundo 2026 prevê a entrega da lista definitiva no dia 1º de junho. A partir desta data, só há corte em casos justificados de lesão ou doença grave de um jogador. Sob justificativa para a Fifa, um jogador pode ser substituído até 24 horas antes do início da primeira partida do torneio.
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