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A Princesa Elisabeth da Bélgica, de 24 anos, celebrou uma grande conquista acadêmica esta semana, mas de um jeito bem diferente do protocolo monárquico. A herdeira do trono belga concluiu seu mestrado de dois anos em políticas públicas na prestigiosa Harvard Kennedy School, nos Estados Unidos, e chamou a atenção ao abrir mão de seus títulos reais na hora de receber o diploma. Durante a cerimônia oficial de graduação, realizada na quinta-feira (28.05), a jovem subiu ao palco usando a tradicional beca e capelo, sob os olhares orgulhosos de seus pais, o Rei Philippe e a Rainha Mathilde, que assistiam a tudo na plateia. No entanto, ao ser convocada para receber o documento, ela foi anunciada simplesmente como "Elisabeth de Saxe-Cobourg", adotando a versão francesa de seu sobrenome familiar. O registro foi feito pelo jornalista belga Wim Dehandschutter, que acompanhou o evento e notou que a escolha do sobrenome também alterou a ordem alfabética da chamada, fazendo com que a princesa subisse ao palco bem antes do que se tivesse optado pela grafia holandesa "van Saksen-Coburg". Princesa Elisabeth ao lado dos pais, rei Philippe e a rainha Mathilde Getty Images A decisão de Elisabeth de manter uma postura discreta e se misturar aos demais estudantes não é uma novidade entre as dinastias europeias. A família real britânica, por exemplo, utiliza essa mesma estratégia há gerações para garantir que os herdeiros tenham uma experiência escolar mais normal. O exemplo britânico: Os filhos do Príncipe William e de Kate Middleton: George, de 12 anos, Charlotte, 11, e Louis, 8, não utilizam seus títulos oficiais na escola. Em sala de aula, eles são registrados apenas como George Wales, Charlotte Wales e Louis Wales, herdando o título de "Gales" dos pais como se fosse um sobrenome, em vez do oficial Mountbatten-Windsor. Princesa Elisabeth ao lado dos pais, rei Philippe e a rainha Mathilde Getty Images O alívio do anonimato e o peso do futuro Em sua primeira grande entrevista após a formatura, concedida ao jornal holandês HNL, Elisabeth desabafou sobre a liberdade que experimentou durante o período em que morou em Boston. "Gostei de não ser sempre reconhecida na rua. Isso trouxe mais espontaneidade para a minha vida. Minha intenção era simplesmente ser Elisabeth aqui. Teria sido diferente se eu tivesse estudado na Bélgica." Questionada sobre o futuro que a aguarda, a jovem demonstrou muita maturidade e segurança. Ao assumir o trono, Elisabeth fará história como a primeira rainha reinante da Bélgica — reflexo de uma mudança na lei de sucessão de 1991, que garantiu a primogenitura absoluta independentemente do gênero. "Na verdade, estou feliz por saber o que farei pelo resto da minha vida. Muitas pessoas vivem na incerteza. Há uma certa beleza em saber: este é o meu caminho", refletiu. Sobre o pioneirismo feminino no trono belga, ela completou: "É realmente uma estreia, o que a torna histórica. Significa que não tenho um exemplo para me inspirar. Um desafio. Mas meu gênero não é a única coisa que me define". Princesa Elisabeth se forma em Harvard Getty Images
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