Revista Oeste
A Comissão de Relações Exteriores do Senado quer ouvir representantes dos Estados Unidos no Brasil. O objetivo é entender a decisão do governo norte-americano de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) disse que ainda não há data definida para a sessão. “Vamos fazer uma sessão especial nas comissões de Relações Exteriores e na de Controle e Inteligência para tratar desse tema, chamando especialistas e a Embaixada americana”, afirmou o parlamentar. O governo norte-americano anunciou, nesta quinta-feira, 28, a classificação das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas globais. De acordo com o comunicado, as ações do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) extrapolam as fronteiras brasileiras e afetam toda a região. O objetivo do Senado A Comissão Mista de Controle e Inteligência do Congresso já havia aprovado uma reunião para discutir o tema antes mesmo da decisão norte-americana. A ideia agora é aproveitar o encontro para ouvir integrantes da Embaixada dos Estados Unidos, além de representantes do Ministério da Defesa e do Ministério das Relações Exteriores. Atualmente, os EUA não têm embaixador no Brasil. O principal representante diplomático no país é o encarregado de negócios Gabriel Escobar, que deve deixar o posto em julho. A diplomata Natasha Franceschi deve assumir a função. EUA querem combater facções criminosas A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio , na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou de reuniões com o presidente norte-americano, Donald Trump , e com o próprio Rubio. https://www.youtube.com/watch?v=MklAE5s5nuo&pp=ygUXcmV2aXN0YSBvZXN0ZSBmYWPDp8OjbyA%3D Em nota, Nelsinho Trad disse que a decisão precisa ser analisada “com cautela”. “O combate ao crime organizado é necessário e urgente, mas não pode abrir margem para qualquer tipo de interferência sobre a soberania nacional”, declarou o senador. O governo brasileiro argumenta que as facções criminosas, ao contrário de organizações terroristas, como o Estado Islâmico ou a Al Qaeda, não têm motivos ideológicos, políticos ou religiosos, mas sim a busca pelo lucro. Projeto sobre terrorismo está parado No Congresso, existem propostas para enquadrar facções criminosas como organizações terroristas. Um projeto apresentado pelo deputado Danilo Forte (PP-CE) segue parado na Câmara dos Deputados . Parlamentares também tentaram incluir a medida na chamada lei antifacção, aprovada recentemente pelo Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) , descartou uma emenda sobre o tema por meio de manobra regimental. Na época, Motta afirmou publicamente ser contrário à classificação das facções como terroristas e argumentou que a medida poderia afastar investimentos internacionais do Brasil. +Leia mais notícias de Política em Oeste O post Senado quer ouvir representante dos EUA, sobre a classificação de facções como terroristas apareceu primeiro em Revista Oeste .
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