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Especialistas avaliam que a decisão do governo americano pode ter efeitos sobre a economia brasileira. O setor financeiro vê possibilidade de aumento de custos e risco de bancos estrangeiros limitarem operações com clientes e empresas no Brasil. No dia seguinte ao anúncio dos Estados Unidos, a bolsa brasileira fechou em leve queda. E o dólar, em alta, chegou a R$ 5,04. Nas instituições financeiras, circulam relatórios que falam em riscos, impactos e consequências da decisão do governo Trump. A maior preocupação é de que bancos e empresas do Brasil fiquem sob suspeita e passem a enfrentar exigências por atuarem no mesmo país ondem existem grupos que agora americanos consideram terroristas. Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A pesquisadora e jurista Maria Calderón falou com o Jornal Nacional. Ela explicou que, no México, depois que seis cartéis foram designados como organizações terroristas, empresas e políticos foram processados: “Qualquer banco no Brasil que realize transações em dólares e transite pelo sistema bancário americano poderá ser responsabilizado, sob a estrutura legal de combate a organizações terroristas estrangeiras, caso tenha operações em atividades de lavagem de dinheiro ligadas a esses dois grupos criminosos. Vimos esse mesmo cenário no México, onde três bancos foram alvos de sanções por parte dos Estados Unidos”, disse ela. Com decisão dos Estados Unidos sobre PCC e CV, setor financeiro enxerga aumento de custos e impacto em operações no Brasil Jornal Nacional/ Reprodução A Associação Brasileira de Bancos afirmou que a medida tende a gerar reflexos sobre todas as empresas que operam em território nacional, em temas relacionados a custos de observância, monitoramento de operações, gestão de risco e relacionamento com instituições internacionais. A associação ressalta que o sistema brasileiro já opera sob regras robustas de prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo. O economista Hugo Garbe alerta para impactos na reputação brasileira: “Essas ações têm reflexo direto na insegurança jurídica, que reflete no mercado financeiro. Quanto menos segurança o investidor tem, ele vai colocar o dinheiro em outro lugar e isso é ruim para o Brasil”. Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, afirma que o efeito econômico da medida norte-americana pode ser sistêmico e muito mais difícil de resolver: “Isso afeta o turismo, isso aumenta o custo de diligências e de compliance com essas regras internacionais. Além do efeito pontual sobre as pessoas que eventualmente foram investigadas, você tem um efeito sistêmico de aumentar o risco e piorar o ambiente de negócios”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM EUA decidem classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas Especialistas avaliam que decisão dos EUA sobre PCC e CV pode gerar impactos jurídicos, econômicos e na soberania nacional Lula defende soberania após decisão dos EUA sobre facções: 'Não aceitamos ser tratados como moleques' Por que a decisão dos EUA sobre PCC e CV pode afetar PIX, bancos e empresas no Brasil Eduardo Bolsonaro comemora decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas; 'Grande dia', diz Flávio
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