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Gigantes das redes sociais pagarão US$ 27 milhões para encerrar ação judicial movida por distrito escolar
Jornal O Globo

Gigantes das redes sociais pagarão US$ 27 milhões para encerrar ação judicial movida por distrito escolar

As maiores plataformas de mídia social do mundo concordaram em pagar cerca de US$ 27 milhões para encerrar uma ação movida por um distrito escolar rural do Kentucky, que alegava que seus produtos causam dependência e contribuíram para criar uma crise de saúde mental entre adolescentes que esgotou os recursos da escola. A Meta, proprietária do Instagram e do Facebook, pagará ao distrito escolar US$ 9 milhões, mais do que qualquer outra empresa, de acordo com documentos divulgados sob as leis estaduais de acesso à informação. A Snap e o TikTok concordaram, cada um, em pagar US$ 8 milhões, mostram os registros. O YouTube, do Google, negociou um pagamento de pouco mais de US$ 2 milhões e foi a única empresa que também concordou em fornecer ao distrito programas de treinamento para ajudar os professores a usarem melhor seu produto de vídeo nas salas de aula. No dia 21 de maio, a Meta chegou a um acordo para encerrar um processo histórico que alegava que o vício no Instagram e em outras grandes plataformas de mídia social prejudicou o aprendizado em toda a América e levou escolas públicas dos EUA a gastarem enormes recursos no combate a uma crise de saúde mental. Tem sido um ano movimentado para as empresas de tecnologia envolvidas em litígios relacionados à segurança infantil. A Meta e o Google foram julgados em janeiro, em Los Angeles, no primeiro processo do tipo por danos pessoais relacionados ao vício de jovens em redes sociais. Um júri considerou as empresas responsáveis por prejudicar uma mulher de 20 anos com produtos projetados para mantê-la viciada, concedendo um total de US$ 6 milhões em indenização. TikTok e Snap, também citadas na ação, fizeram acordos pouco antes do julgamento. Em março, a Meta perdeu outro processo no Novo México, que alegava que a empresa falhou em proteger crianças de predadores on-line; os jurados fixaram uma penalidade de US$ 375 milhões.

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