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Vídeo mostra o momento que Mario mata Thiago em conveniência de posto em Cuiabá O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu nesta sexta-feira (28) que a Corregedoria da Polícia Civil investigue o delegado Guilherme de Carvalho Bertoli por suspeita de mentir durante o julgamento do investigador Mário Wilson da Silva Gonçalves, acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz, em Cuiabá. O g1 procurou o delegado e a Polícia Civil de Mato Grosso para solicitar posicionamento sobre o caso, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria. O pedido foi feito após o júri realizado entre os dias 12 e 14 de maio deste ano. Segundo o MPMT, o delegado apresentou em juízo informações que não aparecem em nenhum documento da investigação e que foram desmentidas por testemunhas e outros policiais que atuaram no caso. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Durante seus depoimentos, Bertoli afirmou que recebeu uma ligação do investigador Mário Wilson logo após o crime informando que havia ‘matado um noiado’. Ele também disse ter sido a primeira autoridade a chegar ao local e que encontrou papelotes de cocaína próximos ao corpo da vítima. De acordo com o Ministério Público, essa versão nunca foi registrada no inquérito policial, em laudos periciais, boletins de ocorrência ou autos de apreensão. Além disso, nenhuma droga foi recolhida na cena do crime. O MP também afirma que o delegado declarou ter repassado essas informações a outros três delegados que participaram do caso. No entanto, durante o julgamento, dois deles negaram ter recebido qualquer relato sobre a suposta existência de drogas no local. Para os promotores, a narrativa apresentada por Bertoli ajudava a reforçar a principal tese da defesa de Mário Wilson, de que o investigador acreditava estar diante de um usuário de drogas e não de um policial militar. Outro ponto destacado pelo Ministério Público é que, mesmo afirmando ter sido o primeiro policial a chegar à cena do crime, Bertoli não teria adotado medidas para preservar o local ou apreender os supostos entorpecentes que disse ter visto. O documento também aponta que o delegado não participou da investigação do homicídio e, mesmo assim, apresentou em plenário opiniões e versões diferentes das conclusões da Delegacia de Homicídios (DHPP) e da própria Corregedoria da Polícia Civil. Investigador da Polícia Civil, Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, durante interrogatório no tribunal do júri, em Cuiabá Alair Ribeiro Para o MP, há indícios de que o delegado tenha favorecido o investigador, que era seu subordinado na época dos fatos. Por isso, o órgão entende que sua conduta pode configurar crime de falso testemunho e também infrações disciplinares. Além da investigação administrativa na Corregedoria, o caso foi encaminhado a uma Promotoria Criminal de Cuiabá, que vai analisar se há elementos para abertura de investigação criminal contra o delegado.
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