Jornal O Globo
Cinco pessoas ficaram feridas durante tiroteio em frente à estação de metrô São Bento, um dos principais acessos à rua 25 de Março, neste sábado (30), após um policial civil de folga reagir a um assalto. Ao menos três vítimas estavam circulando pela região e foram pegas de surpresa, incluindo um pai e uma criança, segundo o delegado responsável pelas buscas. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, a tentativa de assalto ocorreu por volta do meio-dia, quando o centro comercial estava cheio. Três indivíduos, um deles armado, teriam abordado o agente, nas proximidades do Largo São Bento, antes das catracas da Linha 1-Azul do metrô. O policial teria alvejado um dos suspeitos, que acabou preso em flagrante. O pai da criança, de 30 anos, foi atendido com fratura no braço esquerdo e perfurações no abdômen e na coxa esquerda. Ele foi encaminhado para o pronto-socorro da Santa Casa, na região central da cidade. Os demais atingidos não tiveram informações divulgadas até o momento, mas dois teriam sido socorridos por equipes do metrô e outras duas pessoas pelos Corpo de Bombeiros. — Esse policial reagiu e, durante a troca de tiros, além de um criminoso, mais quatro pessoas foram alvejadas. Todas elas foram socorridas e, aparentemente, estão bem — afirmou o delegado Tom Blumer, do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra) da Polícia Civil, em entrevista à TV Globo. Cinco viaturas foram enviadas ao local do incidente, que foi isolado para perícia criminal. Blumer disse que a "dinâmica" dos fatos, como a autoria dos disparos, ainda não está clara, mas a investigação deve contar com depoimento de testemunhas e imagens de câmeras de segurança. Os demais suspeitos teriam fugido pelo sistema de transporte metropolitano. O delegado também informou que o policial, sediado em Jaú (SP), no interior de São Paulo, segundo relatado à TV Record, estava fazendo compras no comércio de rua e o local estava "extremamente movimentado" no momento da ocorrência. Ele evitou comentar a postura do agente e mencionou que indivíduos aproveitam a multidão para cometer crimes. O GLOBO procurou a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) e o Metrô de São Paulo, mas ainda não obteve retorno.
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