Jornal O Globo
Uma rede de 60 motéis no interior de São Paulo chamou a atenção de autoridades pela aquisição de bens inusitados: um iate de 23 metros, um helicóptero, uma Lamborghini e mais de R$ 20 milhões em terrenos. Com faturamento de R$ 450 milhões em quatro anos, a distribuição de lucros ainda engordou o caixa dos sócios em R$ 45 milhões. Operação policial revelou que a rede fazia parte dos negócios do Primeiro Comando da Capital (PCC), assim como lojas de franquias e empreendimentos imobiliários. Outra investigação mostrou que empresas com envolvimento com a facção criminosa paulista passaram a controlar um dos terminais do porto de Paranaguá (PR), um dos maiores do país. O espaço tem cerca de 85 mil metros quadrados e 18 tanques para armazenagem de granéis líquidos. Os exemplos evidenciam um fenômeno ganha escala no país: a infiltração do crime organizado na economia legal. Afeta vários setores e já chega à indústria, que responde por um quinto da riqueza do país. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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