Jornal O Globo
Cinco policiais armados da unidade responsável pela proteção da família real britânica foram proibidos de trabalhar em residências reais após denúncias de comportamento considerado inadequado por uma funcionária do Palácio de Kensington, em Londres. Entre as acusações, está o uso da expressão “pequenos Hitlers” para se referir a integrantes da equipe do palácio. Gritando em russo, homem força entrada na cabine de avião da United, causa luta a bordo e voo faz pouso de emergência nos EUA Tragédia no Alasca: três alpinistas morrem e sobrevivente é resgatado em estado crítico no Monte McKinley A medida foi adotada pela Casa Real após uma investigação interna da Polícia Metropolitana de Londres (Met), que analisou reclamações sobre comentários feitos entre agosto de 2023 e setembro de 2024. Embora o caso não tenha atingido o nível necessário para abertura de processo disciplinar formal ou investigação criminal, os agentes foram retirados das funções em propriedades reais e tiveram seus credenciais de acesso revogados. Segundo a denúncia, apresentada por uma funcionária do Palácio de Kensington em outubro de 2024, um dos policiais reclamou que o local estava “cheio de pequenos Hitlers” depois de ser orientado a mover equipamentos. Outro teria tentado adicionar a funcionária no Facebook, atitude considerada imprópria pela equipe do palácio. Os policiais pertencem à unidade Royalty and Specialist Protection (RaSP), responsável pela segurança de membros da monarquia britânica. Durante a apuração, eles foram colocados em funções restritas. Ao final do processo, a Met concluiu que a conduta não configurava má conduta disciplinar, mas determinou que os agentes participassem de um programa de “aprendizado reflexivo” para avaliar suas ações e evitar novos episódios. Galerias Relacionadas Em nota, a Polícia Metropolitana afirmou que o comportamento relatado ficou abaixo dos padrões esperados para agentes que atuam em funções de proteção. Uma fonte disse ao The Sun que "os comentários dos policiais foram percebidos como misóginos, embora as alegações fossem leves e nenhuma fosse de natureza sexual." Apesar da conclusão da corporação, a Casa Real decidiu impedir que os cinco policiais voltassem a trabalhar em palácios. De acordo com fontes ouvidas pela imprensa britânica, a decisão foi tomada por integrantes da administração real. O príncipe William e a princesa Catherine teriam sido informados sobre o caso, mas não participaram diretamente da determinação. O episódio ocorre em meio a outras controvérsias envolvendo a mesma unidade policial. Recentemente, agentes da RaSP passaram a ser investigados após denúncias de que teriam dormido durante o serviço no Castelo de Windsor. Cerca de 23 profissionais receberam notificações de má conduta, 21 foram colocadas em funções restritas e dois foram removidos de suas atribuições no palácio.
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