Collector
Do Alasca para o Brasil: americana faz sucesso na internet com vídeos sobre a vida no Rio: 'Meu filho será brasileiro' | Collector
Do Alasca para o Brasil: americana faz sucesso na internet com vídeos sobre a vida no Rio: 'Meu filho será brasileiro'
Jornal O Globo

Do Alasca para o Brasil: americana faz sucesso na internet com vídeos sobre a vida no Rio: 'Meu filho será brasileiro'

Veja que legal essa história. A americana Jesseka Martin, 35 anos, natural do Anchorage, a maior cidade do Alasca, nos Estados Unidos, está viralizando com seus vídeos nas redes sociais - no Instagram são mais de 35 mil seguidores - ao trocar gelado estado americano pelo... Rio de Janeiro. Professora e antropóloga, ela hoje divide sua rotina entre aulas de inglês on-line e a produção de conteúdo nas redes sociais, onde compartilha sua experiência como estrangeira vivendo no Brasil. Ela, aliás, esta gestando um bebezinho, e não teve dúvidas: ele será brasileiro. Anchorage, cidade natal de Jesseka, é conhecida pelas baixas temperaturas, pela neve e pela forte conexão com a natureza. Cercada por montanhas e lagos congelados, a cidade tem cerca de 290 mil habitantes e é considerada a mais desenvolvida do Alasca. “A vida lá é completamente diferente do Rio. No inverno, as temperaturas passam facilmente de -20°C e podem chegar perto de -30°C”, conta ela, que cresceu em meio às paisagens geladas do extremo norte americano. Num vídeo recente, que já conta com quase 40 mil curtidas somente no Instagram, ela brinca com o clube no Rio de Janeiro. Ao lado do marido, ela faz troça com os cariocas que sentem frio com temperaturas amenas: "Hoje está fazendo 20ºC e olha só o nosso look. Eu acho que cariocas um pouco dramáticos com frio, né? 20ºC é fresco", diz ela de roupa de ginástica, enquanto o marido está todo encasacado reclamando da temperatura. A história do casal Apesar da distância cultural e geográfica, o Brasil já havia despertado curiosidade em Jesseka durante a faculdade, quando estudou aspectos da cultura brasileira em uma disciplina do curso de Antropologia. Mas o país entrou definitivamente em sua vida em 2014, quando conheceu o atual marido, um brasileiro, durante uma viagem ao Texas. “Nos conhecemos em um bar e, mesmo sem conseguirmos nos comunicar direito — porque ele não falava inglês e eu não falava português — foi amor à primeira vista”, brinca. Após o encontro, os dois passaram anos vivendo um relacionamento à distância. Jesseka só pisaria no Rio de Janeiro pela primeira vez em 2019, quando veio passar duas semanas na cidade. O suficiente para se apaixonar pelo local. “Claro que o calor chamou atenção imediatamente, porque eu vinha de um lugar extremamente frio, mas o que mais me marcou foi a energia das pessoas. Os cariocas são muito acolhedores e espontâneos”, afirma. “Eu cheguei aqui em um momento muito difícil emocionalmente e sinto que me reconstruí no Brasil. Hoje eu nem consigo mais enxergar quem era a Jesseka antes de conhecer este país”, diz ela, que chegou ao país em 2023, após se casar nos Estados Unidos. A adaptação ao português ainda segue em andamento. Segundo ela, o idioma é especialmente desafiador no Rio por causa das gírias e expressões locais: “Parece quase um novo dialeto”. E o futuro Foi justamente a conexão com os brasileiros que a levou a criar conteúdo para a internet. Jesseka começou compartilhando curiosidades sobre a vida de uma americana no Brasil e acabou percebendo o interesse do público pela cultura do Alasca. “Eu me apaixonei pelos brasileiros e queria encontrar uma forma de me comunicar mais com eles”, explica. Agora grávida, ela diz que a maternidade ganhou um significado ainda mais simbólico dentro da sua trajetória. Ter um filho brasileiro representa a consolidação de uma história de reconstrução emocional vivida no país. “Quando engravidei, tive um sentimento muito forte de que não existia nada mais precioso que o Brasil pudesse me dar do que um filho brasileiro”, afirma. Ela diz que ainda não sabe onde a família viverá no futuro, já que possui parentes nos Estados Unidos enquanto o marido tem raízes no Brasil. Mas garante que o país terá sempre um espaço definitivo em sua vida. “Mesmo que um dia eu não more mais aqui, o Brasil sempre estará comigo. Tenho muito orgulho em dizer que meu filho será brasileiro.”

Go to News Site