Collector
Maratona de Porto Alegre bate recorde dos 42km do país em eventos de maratona | Collector
Maratona de Porto Alegre bate recorde dos 42km do país em eventos de maratona
Jornal O Globo

Maratona de Porto Alegre bate recorde dos 42km do país em eventos de maratona

A Maratona de Porto Alegre Olympikus se tornou neste domingo a maratona mais rápida do Brasil.  O queniano Daniel Hiprono Sang, atleta da Olympikus, foi o vencedor da prova, com 2h10min21. Este tempo é o melhor obtido em maratonas em solo brasileiro, levando em consideração eventos de maratona. A marca anterior era de Vanderlei Cordeiro de Lima, de 2002, com 2h11min19, obtida na Maratona de São Paulo. Este, porém, não é o melhor tempo de maratona obtido no país. É que na maratona do Jogos Olímpicos da Rio, em 2016, o queniano Eliud Kipchoge fez 2h08min44. Esta marca, porém, permanece. Sang também quebrou o recorde da prova que era de 1994, feito por Luís Carlos da Silva (2h12min59). E não foi o único. O tempo da prova foi batido pelos seis primeiros colocados.  O segundo colocado, Eliasa Kibet, do Quênia, obteve o tempo de 2h10min59, seguido pelo compatriota Victor Kimplimo, que terminou a prova com 2h11min11. Em quarto lugar ficou o queniano Nicolas Kiptoo Kosgei, com 2h11min43. Hillary Biwott, também do Quênia, ficou em quinto com 2h12min26, e o brasileiro Giovani dos Santos terminou em sexto com 2h12min56. No feminino, a campeã foi Gelane Senbete, da Etiópia, com 2h31min16, seguida pelas quenianas Lucy Nthenya (2h31min26) e Emily Chebet (2h33min10). A prova contou com 10.500 atletas.  O melhor brasileiro, Giovane dos Santos, de 44 anos, obteve a melhor marca pessoal em Porto Alegre. A marca anterior era 2h14min40. No ano passado, nesta maratona, Giovane havia feito 2h19min58. —  Continuo trabalhando — respondeu ao Globo, questionado sobre a façanha. — Fiquei com eles até onde deu, eles chegam muito fortes, fazem jogo de equipe o tempo todo. Os caras são brabos demais mas eu também. Dedico essa minha vitória, minha melhor marca pessoal, a meu neto, que hoje faz um ano. Estou muito feliz. Assim como Giovane, o campeão Sang usava o Corre Pace, tênis da Olympikus confeccionado para atletas de elite. Ele já havia corrido na China com este tênis. Ao final da prova, ele agradeceu a seu manager por "escolher as melhores provas e por lhe fornecer material de trabalho importantes". — Correr no Brasil foi muito bom, estou feliz com o recorde. Meu manager me ajudou muito porque me dá facilidades para isso, para ser rápido, como por exemplo, ter bons tênis — disse Daniel, cuja melhor marca é 2h09min20, conquistada na Maratona Internacional de Marrakech, em 2026. Paulinho Stone, diretor da prova, comemorou o resultado com uma placa que trazia a inscrição: "Maratona de Porto Alegre, a mais rápida do Brasil". Ele enfatizou que o investimento feito nesta edição fez diferença na formação de um pelotão de elite com bons tempos.  — Sem incentivo e boas premiações não há recordes. Precisamos de ajuda, claro. E é muito reconfortante ter um parceiro como a Olympikus. E a questão dos bônus, um chamariz, é importante porque esses são atletas profissionais e eles precisam de dinheiro para sobreviver. Quanto mais bônus e incentivo tivermos, melhores eventos poderemos oferecer — declarou Paulinho, que estava muito emocionado. — Estou realizado, talvez seja o dia mais importante da minha vida.  Tem uma galera que deu de tudo por esta maratona e agradeço a todos, aos meus pais. Essa é uma sensação incrível.  Questionado sobre o crescimento da prova para o ano que vem e se há intenção de aumentar a premiação, Marcio Callage, diretor de marketing da Vulcabrás, disse que ainda curtia o momento e que esse assunto seria pensado mais à frente.  — Não pensamos nisso ainda. Estamos celebrando o dia de hoje, um dia histórico para a marca e para a corrida. Este é um marco especial para o país. Depois podemos pensar e sonhar além — comentou Callage.

Go to News Site