Jornal O Globo
A bicicleta como instrumento de mobilidade sustentável, saúde e transformação urbana é o tema central do livro "Zen Ciclismo, a bicicleta como caminho", que será lançado no Rio de Janeiro na próxima quarta-feira (3), Dia Mundial da Bicicleta. A obra é assinada pelo escritor e ciclista argentino Juan Carlos Kriemer, de 81 anos, que estará na cidade para participar do evento. Carnaval 2027: Veja as escolas do Grupo Especial que já anunciaram seus enredos Novo perfil boêmio ou gentrificação? Leilão de imóveis na área da Pedra do Sal divide comerciantes e setor imobiliário O lançamento acontece a partir das 19h na Livraria da Janela, no Jardim Botânico. Publicado pela Gryphus Editora, o livro propõe uma reflexão sobre o uso da bicicleta para além do lazer e do esporte, abordando seu papel na construção de cidades mais sustentáveis e na melhoria da qualidade de vida. A data escolhida para o lançamento coincide com o Dia Mundial da Bicicleta, instituído pela Assembleia Geral da ONU em 2018 para incentivar o uso do modal como alternativa de transporte sustentável, acessível e benéfica à saúde física e mental. No livro, Kriemer defende a bicicleta como uma ferramenta capaz de contribuir para a transformação das cidades e para a redução dos impactos ambientais da mobilidade urbana. — O ciclismo urbano é o cavalo de batalha universal da mobilidade sustentável. Nem todos sabem de verdade o que significa o conceito de sustentabilidade, mas entendem para qual direção ele indica. O conceito é definido ao pôr em prática políticas e estratégias que reúnem as necessidades atuais da sociedade sem comprometer a capacidade das futuras gerações de solucionar seus próprios problemas — escreve o autor. O lançamento também marca o reencontro de Kriemer com o jornalista e escritor Fernando Gabeira, responsável pelo prefácio da obra. Os dois conviveram nos anos 1980, quando o argentino morou em Búzios, mas não se encontravam há cerca de quatro décadas. No texto de apresentação do livro, Gabeira destaca a expansão da infraestrutura cicloviária do Rio de Janeiro nas últimas décadas e presta homenagem ao ambientalista e ex-vereador Alfredo Sirkis, um dos principais defensores da mobilidade por bicicleta na cidade. — Depois da passagem de Juan Carlos por aqui, houve novidades. Graças ao militante verde Alfredo Sirkis, o Rio construiu uma poderosa malha de ciclovias — afirma Gabeira no prefácio. O autor argentino acrescenta que a obra dialoga diretamente com a experiência cotidiana dos ciclistas urbanos. — Creio que todos os ciclistas que desfrutam dessa simples e rica experiência vão gostar do livro de Juan Carlos e se reconhecer — escreve. O lançamento ocorre em um momento simbólico para a mobilidade urbana carioca. Em 2026, completam-se 35 anos da inauguração da primeira ciclovia do Rio de Janeiro, construída em preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92. Initial plugin text
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