Jornal O Globo
O PL deve decidir nos próximos dias quem vai indicar para substituir o ex-governador do Rio Cláudio Castro na candidatura ao Senado. Os mais cotados são os deputados federais Sóstenes Cavalcante, líder do partido, e Carlos Jordy. Soberania x terrorismo: Lula e Flávio buscam ganho eleitoral com estratégias opostas após decisão dos EUA sobre CV e PCC Entrevista: 'Alcolumbre quer sentar com Lula e recompor a relação', afirma o ministro José Guimarães Segundo o deputado Altineu Cortes, presidente do diretório estadual do PL no Rio, a expectativa é que a definição possa acontecer nesta segunda-feira, quando o senador Flávio Bolsonaro estará no Rio. A operação da Polícia Federal contra Castro, feita na semana passada, e relacionada aos aportes bilionários do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master, fez com que Castro e o PL desistissem da candidatura ao Senado. O ex-governador anunciou que não disputaria uma cadeira de senador em vídeo divulgado nas redes sociais na quinta-feira. A ala do PL mais ligada ao Centrão tenta emplacar o nome de Sóstenes na vaga de candidato ao Senado. Apesar de bem vinculado ao bolsonarismo, o líder do PL também tem proximidade com a ala mais pragmática do partido e já foi filiado a partidos direita e centro-direita, como PSD e o DEM, que depois virou União Brasil. Já outro grupo, mais identificado com a ala mais radical do bolsonarismo, tem o deputado Carlos Jordy como candidato preferencial. Sóstenes diz que a decisão cabe ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, onde cumpre pena após ser condenado por liderar uma trama golpista. – Vamos aguardar a decisão do presidente Jair Bolsonaro – declarou o deputado. A vaga no Senado é estratégica para o bolsonarismo, que busca fazer maioria na Casa para tentar impor ações contra o Supremo Tribunal Federal. No Rio, o PL fechou um acordo com a federação União-PP. Pelo entendimento entre as siglas, o PL vai lançar Douglas Ruas como candidato a governador e indicar uma das vagas ao Senado, enquanto o PP escolheu Rogério Lisboa para candidato a vice-governador e o União Brasil lançou Marcio Canella na outra vaga para senador.
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