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'Ilha dos Gatos', no litoral do Rio: entenda em seis tópicos questões ambientais e de saúde envolvidas
Jornal O Globo

'Ilha dos Gatos', no litoral do Rio: entenda em seis tópicos questões ambientais e de saúde envolvidas

Os mais de 700 gatos que vivem na Ilha Furtada, rebatizada de "Ilha dos gatos", entre as baías de Mangaratiba e de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, atraem organizações protetoras de animais e acendem o alerta de como políticas públicas ambientais podem ser usadas para evitar maus-tratos e, consequentemente, a reprodução de doenças entre os felinos abandonados. Numa reportagem publicada nesta fim de semana, O GLOBO contou que se tornou recorrente a visita de moradores de ilhas vizinhas para deixar os animais na ilha. Os donos do crime: Abelha, o articulador, e BMW, o executor: peças-chave nos planos de expansão do CV Caso Henry: cabeleireira relata ligação de vídeo em que menino disse à mãe que ‘tio’ tinha dado uma ‘banda’ Em março deste ano, o que acontece na ilha que fica a oito quilômetros de Mangaratiba inspirou uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio, convocada pelo deputado Carlos Minc (PSB). Uma força-tarefa foi formada: reúne a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), o Instituto Boto Cinza e a Prefeitura de Mangaratiba. O grupo desenvolve o projeto “Uma só saúde na Ilha Furtada”, que busca investigar os impactos da presença maciça de gatos no ecossistema local e elaborar soluções para reduzir danos ambientais e sanitários. Entenda em seis tópicos a questão: Superpopulação de gatos na ilha: O abandono contínuo de animais levou ao aumento da população de gatos, causando desequilíbrio no ambiente local; Dependência de ajuda humana para sobrevivência: A ilha não tem fontes naturais de água doce nem alimentos suficientes, tornando os animais dependentes de voluntários e ONGs; Risco de disseminação da toxoplasmose: Pesquisas identificaram a presença do parasita Toxoplasma gondii em gatos da ilha, levantando preocupações sanitárias; Contaminação do solo e do mar: As fezes de gatos infectados podem liberar parasitas que chegam ao ambiente marinho por meio das chuvas; Possíveis impactos na fauna marinha: Organismos como ostras, mexilhões e até mamíferos marinhos, como golfinhos, podem ser afetados pela contaminação; Desafios para solucionar o problema: Mesmo com a retirada dos gatos ou com melhores cuidados aos felinos que habitam o lugar, os parasitas podem permanecer ativos no ambiente por meses ou anos, exigindo monitoramento contínuo e medidas de controle. Ilha dos Gatos, em Mangaratiba: local onde habitam mais de 700 animais é cenário de abandono e crise ambiental Arte O GLOBO Galerias Relacionadas Caso Henry: Juíza interrompe sessão do julgamento de Jairinho e Monique após suspeita de que advogada observava anotações dos jurados Ilha dos Gatos, em Mangaratiba: local onde habitam mais de 700 animais é cenário de abandono e crise ambiental Custódio Coimbra/ Agência O GLOBO A “Ilha dos gatos” foi retomada pela União, por interesse público, em 2024, após processos judiciais decorrentes de inadimplência. A prefeitura de Mangaratiba aprovou legislação específica para a Ilha Furtada, criando regras para o manejo populacional dos gatos e aumentando as punições para abandono de animais em ilhas. Ilha dos Gatos, em Mangaratiba: local onde habitam mais de 700 animais é cenário de abandono e crise ambiental Custódio Coimbra/ Agência O GLOBO Initial plugin text

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