Revista Oeste
A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra na Operação Vérnix começou a produzir reflexos também na esfera profissional. O advogado Roberto Beijato Junior protocolou uma representação disciplinar junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pedindo a exclusão definitiva da influenciadora dos quadros da entidade. Na petição, Beijato argumentou que os elementos reunidos pelas autoridades ao longo da investigação sobre Deolane apontam para a perda da idoneidade moral, requisito previsto no Estatuto da Advocacia para o exercício da profissão. “O advogado que perde a sua idoneidade moral deve ser excluído dos quadros da OAB”, ressaltou o advogado do vereador Lucas Pavanato (PL-SP). “Essa é uma das infrações disciplinares mais graves previstas no Estatuto.” O pedido sustentou ainda que a análise disciplinar da OAB não depende necessariamente da existência de uma condenação criminal definitiva, podendo ocorrer de forma independente das apurações judiciais em andamento. “Diante da repercussão enorme e dos danos que esse caso causa à imagem da advocacia, pedimos que ela seja suspensa preventivamente, ficando afastada desde já dos quadros da OAB”, declarou. View this post on Instagram A post shared by Deolane Bezerra (@deolane) + Interpol monitorou Deolane em Roma antes de prisão no Brasil Ao final da representação, Beijato pediu a aplicação da penalidade máxima prevista no Estatuto da Advocacia, que é a exclusão definitiva da influenciadora dos quadros da OAB. Prisão de Deolane na Operação Vérnix Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, com apoio da Polícia Civil do Estado. A investigação apura supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligados, segundo as autoridades, à estrutura financeira atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos dos mandados expedidos pela Justiça estiveram integrantes da família de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder da facção. + Deolane teria usado ostentação para lavar dinheiro do PCC, diz polícia View this post on Instagram A post shared by Deolane Bezerra (@deolane) De acordo com os investigadores, a apuração teve início em 2019 depois da apreensão de manuscritos e bilhetes encontrados na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material teria revelado informações sobre a estrutura interna da organização criminosa e servido de base para uma série de inquéritos que culminaram na Operação Vérnix. Segundo a polícia, a investigação passou a alcançar familiares de Marcola e empresas suspeitas de serem utilizadas para ocultação patrimonial e movimentação de recursos ilícitos. Em uma etapa posterior, a análise de aparelhos celulares apreendidos revelou contatos, registros financeiros e conexões que levaram os investigadores até Deolane Bezerra. + Leia mais notícias de Brasil em Oeste View this post on Instagram A post shared by Deolane Bezerra (@deolane) As autoridades afirmaram ter identificado movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada, além de supostos vínculos pessoais e empresariais com investigados no caso. A influenciadora nega irregularidades e diz ter sido presa “no exercício” da sua função como advogada. Deolane estava em Roma, na Itália, nas semanas que antecederam a operação. Segundo informações da investigação, seu nome chegou a ser incluído em mecanismos da Interpol, mas ela retornou ao Brasil em 20 de maio e acabou presa em território nacional no dia seguinte. O post Advogado de Pavanato pede exclusão de Deolane Bezerra da OAB apareceu primeiro em Revista Oeste .
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