Jornal O Globo
Mesmo com a entrada em vigor do novo subsídio para gasolina e diesel a partir deste mês, importadores e distribuidores reclamam que ainda não receberam nenhum valor prometido pelo governo, cujo programa começou a valer em março. Até agora, dizem, não há previsão de a Agência Nacional do Petróleo (ANP) iniciar os pagamentos. Aviação: TAP terá voos para Curitiba e São Luís: 'Brasil é peça-chave', diz CEO PCC e CV: Designação como terroristas impõe risco jurídico, bancário e reputacional a empresas brasileiras Apesar do programa de subsídio do governo, a adesão de distribuidoras e importadoras não foi ampla. Segundo dados da ANP, apenas 20 empresas aderiram. Assim, nos postos, segundo o levantamento de preços da ANP, o preço médio do litro do diesel subiu de R$ 6,08, entre os dias 1º e 7 de março, para R$ 6,89 na semana passada. Entre as grandes distribuidoras, apenas a Vibra aderiu ao programa de subvenção. Já entre produtores e importadores, destacam-se Petrobras, 3R e Refinaria de Mataripe. O programa emergencial começou, em março, com uma subvenção de R$ 0,32 por litro de diesel, paga a produtores e importadores para reduzir o impacto da alta do petróleo ligada ao conflito no Oriente Médio. Depois, o governo ampliou o programa: em maio, o valor passou para R$ 1,20 por litro para importadores e R$ 0,80 para produtores nacionais. Agora, de acordo com a nova MP e uma portaria, a partir deste mês passa a valer uma subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, tanto importado quanto produzido no Brasil. A MP e a portaria trouxeram ainda uma nova subvenção de R$ 0,35 por litro, tanto para o diesel importado quanto para o produzido no país, que começou a valer nesta segunda-feira. Com isso, a Petrobras anunciou ontem redução no preço do diesel às distribuidoras, de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. A situação, diz a Abicom, que reúne os importadores, se agrava ainda mais com a redução anunciada pela Petrobras. — Os importadores estão preocupados com o atraso no pagamento da subvenção e com a elevada defasagem do preço da Petrobras. O atraso no pagamento e a falta de previsão geram insegurança e esforço de caixa das empresas. Isso inibe a adesão aos programas de subvenção e reduz o volume de negócios importados. — diz Sergio Araujo, presidente da Abicom. Dados da associação indicam que, nesta segunda-feira, a defasagem do diesel vendido pela Petrobras é de 28% (ou R$ 1,02 por litro). No caso da gasolina, a estatal vende o combustível 52% (R$ 1,32 por litro) abaixo do mercado internacional. Procurada, a ANP ainda não retornou.
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