Jornal de Brasília
A Kátia estava tomando café no Cosme Velho quando o telefone não parou mais. Grupo de WhatsApp da imprensa em chamas, colega de Leo Dias mandando áudio de dois minutos, assessora de comunicação pedindo discrição às 14h de uma segunda-feira. Discrição, diz ela. Com a Kátia aqui, amor. O fato é o seguinte: Virginia Fonseca , a influenciadora mais rica do Brasil, a mesma que faturou R$ 1,8 milhão para aparecer duas horas em um evento de inteligência artificial, a que tem marca de cosméticos com faturamento bilionário, vai estrelar um quadro no Domingão com Huck durante a Copa do Mundo de 2026 , e o cachê informado pela colunista Carla Bittencourt , do Portal LeoDias , é de R$ 40 mil pela fase de grupos. Quarenta mil reais. A mulher ganha isso antes do café da manhã. Entre críticas, audiência e contratos milionários, Virginia Fonseca mostra mais uma vez que sabe transformar visibilidade em negócio. O bastidor que circula entre quem entende de negociação com a Globo é que Virginia topou o valor exatamente porque sabe o que a emissora vende que nenhum ROAS de Instagram compra: legitimidade de grade aberta, visibilidade para o Brasil profundo que não segue story e audiência que consome marca sem perceber. Ela não está ali pelo cachê. Está ali pela vitrine. E a Globo , por sua vez, contratou uma das mulheres mais comentadas do país para não deixar a conversa da Copa migrar totalmente para as redes sociais. A recepção, porém, não foi flor que se cheire. Jornalistas questionaram a falta de experiência de Virginia em cobertura esportiva, o público lembrou imediatamente das recentes polêmicas envolvendo sua vida pessoal, e no último domingo ela esteve no centro de uma repercussão nacional após ser hostilizada por parte da torcida no Maracanã durante um amistoso da Seleção Brasileira . Luciano Huck defendeu a escolha. Ele sempre defende. Já vimos esse filme. A entrada de Virginia na equipe da Globo para a Copa já divide opiniões e movimenta os bastidores da televisão e do mercado publicitário. A Kátia termina o café e diz o seguinte: R$ 40 mil de cachê para Virginia na Globo é igual a dar um carro popular de presente para quem já tem hangar próprio. O negócio de verdade vem nos contratos que a gente não vê, nos patrocínios que a exposição vai viabilizar e nas marcas que vão pagar mais caro para aparecer ao lado de quem estará diariamente ligada ao maior evento esportivo do planeta. A menina não é ingênua, não. Ela só deixou o mercado inteiro acreditando que está pagando barato.
Go to News Site