Collector
STF marca julgamento de recursos das big techs contra responsabilização das redes sociais | Collector
STF marca julgamento de recursos das big techs contra responsabilização das redes sociais
Revista Oeste

STF marca julgamento de recursos das big techs contra responsabilização das redes sociais

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 10 de junho o julgamento dos recursos apresentados por grandes empresas de tecnologia contra a decisão que ampliou a responsabilização das plataformas por conteúdos publicados por usuários. A análise ocorrerá em sessão presencial e terá como relator o ministro Dias Toffoli . + Gilmar diz que regulação das redes sociais exige ‘esforço supranacional’ Os recursos alertam para pontos da decisão tomada pela Corte em junho do ano passado, quando os ministros restringiram a aplicação do artigo 19 do Marco Civil da Internet e ampliaram as hipóteses em que redes sociais podem ser responsabilizadas por conteúdos considerados ilícitos. Na prática, o entendimento do STF aumentou as obrigações das plataformas na moderação de publicações e abriu espaço para responsabilização mesmo sem ordem judicial prévia em determinados casos. https://www.youtube.com/watch?v=vpEWuI7gDDI Posicionamento das big techs Empresas como Meta, controladora do Facebook e Instagram, e Google apresentaram embargos de declaração, recurso utilizado para pedir esclarecimentos sobre decisões judiciais. As companhias alegaram que a tese aprovada pelo Supremo contém pontos considerados omissos e pouco claros. Um dos pedidos é que as novas regras só passem a valer depois da conclusão definitiva do julgamento, quando não houver mais possibilidade de recursos. + Decretos de Lula sobre redes sociais em ano eleitoral acendem alerta nos EUA As plataformas também defendem um prazo mínimo de seis meses para adaptação às novas exigências de moderação e transparência. Outro ponto central é a definição dos conteúdos passíveis de remoção. As empresas pedem que a responsabilização seja limitada a situações envolvendo conteúdos “manifestamente” ilícitos ou criminosos, além da fixação de critérios mais objetivos para aplicação das regras. https://www.youtube.com/watch?v=bldhOoF-1s8 Debate gira em torno do Marco Civil O centro da discussão é o artigo 19 do Marco Civil da Internet. A norma estabelece que provedores e redes sociais só podem ser responsabilizados por conteúdos publicados por terceiros quando descumprem uma ordem judicial de remoção. + Oposição vê risco à liberdade de expressão em decretos de Lula sobre redes sociais Com a nova decisão do STF, as plataformas passam a responder civilmente mesmo sem ordem judicial | Foto: Reprodução/Freepik Ao julgar o tema no ano passado, o STF considerou que essa proteção não pode ser aplicada de forma ampla e passou a exigir atuação mais ativa das plataformas diante de conteúdos ilícitos. A decisão foi celebrada por setores que defendem maior controle sobre crimes digitais e desinformação, mas recebeu críticas das empresas de tecnologia, que alertam para os riscos à liberdade de expressão e para a insegurança jurídica decorrente da falta de critérios objetivos. Decretos de Lula também entraram na discussão O julgamento ocorre poucas semanas depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar decretos que alteram a regulamentação do Marco Civil da Internet para adequá-la ao entendimento adotado pelo STF. As normas estabelecem diretrizes para combate à violência on-line, exigem canais de denúncia e representante legal das plataformas no Brasil, além de preverem a possibilidade de remoção de conteúdos criminosos sem decisão judicial. As medidas passaram a ser criticadas por parlamentares da oposição, que articularam iniciativas para reverter os decretos e alegam possível extrapolação das competências do Poder Executivo. + Leia mais sobre política em Oeste O post STF marca julgamento de recursos das big techs contra responsabilização das redes sociais apareceu primeiro em Revista Oeste .

Go to News Site