Jornal O Globo
Estado do Rio de Janeiro reúne condições únicas para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento econômico, mas continua enfrentando gargalos históricos que limitam sua capacidade de transformar potencial em crescimento sustentável, geração de empregos e redução das desigualdades. O diagnóstico de especialistas foi feito no debate sobre Desenvolvimento Econômico e Social promovido pela RioAgora.org nesta segunda-feira, no Instituto 12. O encontro integrou o ciclo de debates da iniciativa, que reúne especialistas, representantes da sociedade civil e gestores públicos para formular propostas que serão consolidadas em uma agenda estratégica voltada aos candidatos ao Executivo e ao Legislativo fluminenses. TCE-RJ rejeita contas de Cláudio Castro de 2025 por 3 votos a 1 Caso Henry: cabeleireira relata ligação de vídeo em que menino disse à mãe que ‘tio’ tinha dado uma ‘banda’ As contribuições apresentadas durante o encontro integrarão o documento final da RioAgora.org, que reunirá prioridades, propostas de implementação e indicadores de acompanhamento para o futuro do Estado do Rio de Janeiro. O material será apresentado aos candidatos ao governo do estado e aos cargos legislativos nas eleições deste ano. Na abertura do envento, o economista Cláudio Frischtak, líder regional do International Growth Center (IGC defendeu que a recuperação do Rio passa, antes de tudo, pelo fortalecimento das instituições e pela reconstrução da capacidade de governança do estado. Ele diz que o principal desafio não é a falta de recursos, conhecimento ou capital humano, mas a dificuldade de transformar esses ativos em desenvolvimento efetivo. Entre as vantagens que o estado tem estão a localização estratégica, forte vocação para serviços avançados, ampla rede de universidades e centros de pesquisa, capacidade logística e conexão internacional. — O primeiro desafio do Rio de Janeiro é alcançar um ambiente de normalidade institucional. Não há desenvolvimento fora do mundo das instituições. O problema que nós temos aquinão é falta de capital humano, não é falta de estudos ou de conhecimento. O que falta é capacidade de transformar tudo isso em ação e desenvolvimento — disse ele. Taxa de turismo em Angra dos Reis: totens que fariam cobrança são incendiados na Ilha Grande; barcos cercam cais em protesto A discussão sobre desigualdades regionais e estrutura produtiva foi aprofundada por Marlucio Barbosa, pró-reitor adjunto de Planejamento, Avaliação e Desenvolvimento Institucional da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Segundo ele, o Rio vive uma situação paradoxal: a renda domiciliar cresceu acima da média nacional nos últimos anos, mas esse avanço não foi acompanhado pela melhora dos indicadores sociais. Barbosa explica que parte do problema está relacionado ao Rio ter dependência da indústria extrativa. — O petróleo não é o problema. O problema é o que fazemos com ele — destacou, complementando que é preciso fortaleer a indústria de transformação. Crime organizado: Operação contra núcleo financeiro do Comando Vermelho prende mulher do traficante Rabicó Representando a Firjan, Karine Fragoso abordou o papel das cadeias produtivas ligadas à energia, ao petróleo e gás e à indústria naval no desenvolvimento fluminense. Para ela, o estado do Rio possui condições únicas para liderar uma nova etapa do crescimento econômico brasileiro, mas ainda encontra dificuldades para transformar seus ativos em negócios. Ela chama a atenção ainda para a relação entre energia, turismo, economia criativa e inovação. O desenvolvimento do estado passa pelo fortalecimento de suas vocações econômicas já consolidadas, mas não é possível abrir mão de novas oportunidades associadas à tecnologia e à sustentabilidade. — A gente tem muito conhecimento que não consegue transformar em negócio — defendeu ela. Initial plugin text
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