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Ministro da Fazenda diz que governo tem preocupação com eventuais novas tarifas dos EUA
Jornal O Globo

Ministro da Fazenda diz que governo tem preocupação com eventuais novas tarifas dos EUA

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira que o governo Lula está preocupado com a possibilidade de uma nova rodada de tarifas sobre bens brasileiros pelo governo dos Estados Unidos. Dados do IR revelam: Quantos brasileiros têm a mesma profissão que você? E qual é o ganho deles? 'Pejotização' do crime: Infiltração de facções no setor formal tira R$ 39 bi da indústria por ano e eleva risco de sanção dos EUA Esse novo tarifaço se daria a partir das investigações com base na Seção 301 da Lei de Comércio daquele dos EUA. – Tem uma preocupação do nosso governo com eventuais novas tarifas que podem ser impostas de maneira unilateral, muitas vezes não considerando o que levamos de bons argumentos para os norte-americanos – disse o ministro, em entrevista ao canal SBT News. Dentro dessa investigação, os EUA questionam temas como o desmatamento e os impactos do Pix. Ele negou que o sistema de pagamentos prejudique empresas norte-americanas que atuam no Brasil. O ministro da Fazenda tambémafirmou nesta segunda-feira que deve entrar em contato com autoridades do governo dos Estados Unidos para esclarecer a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas. Em entrevista à rádio CBN, Durigan disse que o governo brasileiro está comprometido com o combate a facções. — Nós não vamos deixar de fazer esforços, essa semana eu devo entrar em contato com as autoridades dos Estados Unidos para esclarecer o que está acontecendo. O presidente Lula foi o primeiro a dizer que precisamos aumentar o combate deste tipo de organização criminosa, agora a gente vai colocar isso em risco agora? A troco de quê? — afirmou o ministro da Fazenda. Mais tarde, Durigan disse não ter ainda nenhuma reunião agenda com os EUA. Initial plugin text Na semana passada, o governo dos Estados Unidos decidiu classificar das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC) como terroristas. A decisão foi tomada pouco depois do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o presidente Donald Trump, e foi comemorada por membros da oposição. Impacto: Designação de PCC e CV como terroristas impõe risco jurídico, bancário e reputacional a empresas brasileiras Para Durigan, a medida é uma tentativa de gerar instabilidade no Brasil à beira das eleições presidenciais. — É inaceitável receber esse tipo de pressão, de intimidação perto do período eleitoral, a pretexto de dizer que se está preocupado com o Brasil e com a higidez do nosso comércio. O ministro da Fazenda ainda afirmou que o governo fará "de tudo" para que não haja impacto econômico sobre empresas brasileiras, já que a decisão aumenta a insegurança jurídica principalmente do sistema financeiro, e também em relação ao Pix. 'Pejotização' do crime: Dinheiro digital muda dinâmica de lavagem das facções Ao GLOBO, Durigan adiantou que o governo avalia dar suporte para empresas afetadas, família e o Pix. — Caso haja impacto financeiro e prejuízo financeiro injustamente causado por um ato unilateral, é possível pensar em medidas financeiras e econômicas de suporte também — afirmou. Initial plugin text

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