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Apenas cinco universidades brasileiras melhoram posição em ranking global de 2026; confira quais
Jornal O Globo

Apenas cinco universidades brasileiras melhoram posição em ranking global de 2026; confira quais

Apesar de um cenário predominantemente negativo para o ensino superior brasileiro, cinco universidades do país conseguiram melhorar sua posição no ranking global do Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) de 2026, divulgado na segunda-feira (1). Entre as instituições que avançaram estão a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Os resultados representam um movimento na contramão da tendência nacional observada pelo levantamento, que registrou queda de desempenho das instituições brasileiras. Entrevista: educadora americana defende autonomia infantil e 'boas lembranças' para que pais criem filhos de sucesso Enem 2026: Inep amplia atendimento especializado para casos de transtornos mentais e fibromialgia Apesar dos avanços, nenhuma das cinco universidades que ganhou posições figura entre as dez brasileiras mais bem colocadas no ranking, grupo liderado por USP, UFRJ e Unicamp. A mais bem posicionada entre as que avançaram é a UnB, que, ainda assim, aparece na 831ª colocação mundial. As demais ocupam posições acima da milésima colocação, o que mostra que, embora tenham melhorado seu desempenho em relação ao ano anterior, ainda estão distantes das instituições brasileiras mais bem classificadas. A maior evolução foi registrada pela UFMS, que subiu 20 posições e passou do 1.367º para o 1.347º lugar no ranking mundial. Também ganharam espaço a UFAL, que avançou de 1.946º para 1.931º lugar, a FURG, de 1.644º para 1.629º, a UFU, de 1.294º para 1.283º, e a UnB, que saiu da 833ª e ganhou duas posições. Cenário geral de queda Os avanços contrastam com o desempenho da maioria das universidades brasileiras. Das 52 instituições do país presentes na lista, 45 perderam posições em relação ao ano anterior, o equivalente a 87% do total. Outras duas permaneceram estáveis. O percentual de queda repete o observado em 2025, quando 46 das 53 universidades brasileiras listadas também haviam recuado no ranking. A Universidade de São Paulo (USP) segue como a instituição brasileira mais bem colocada, ocupando a 119ª posição mundial, embora tenha perdido uma colocação em relação ao ano passado. Em seguida aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que caiu 15 posições e passou a ocupar o 346º lugar, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que recuou dez posições e ficou na 379ª colocação. Ao comentar os resultados, o presidente do CWUR, Nadim Mahassen, atribuiu o desempenho das universidades brasileiras a problemas estruturais de financiamento e à perda de competitividade na pesquisa científica. Em declaração ao portal g1, ele afirmou que o declínio das instituições reflete anos de investimento insuficiente e de desvalorização da ciência e da educação, em um cenário de crescente competição internacional com universidades mais bem financiadas. Confira a lista Ranking por variação: Ranking por posição: Universidade de São Paulo (USP) - 119° Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) - 346° Universidade de Campinas (Unicamp) - 379° Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - 476° Universidade Estadual Paulista (Unesp) - 479° Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - 508° Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - 621° Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - 682° Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) - 732° Universidade Federal do Paraná (UFPR) - 799° Universidade de Brasília (UnB) - 831° Fundação Getúlio Vargas (FGV) - 885° Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) - 886° Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - 891° Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - 959° Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) - 969° Universidade Federal do Ceará (UFC) - 1002° Universidade Federal Fluminense (UFF) - 1006° Universidade Federal de Pelotas (UFPel) - 1013° Universidade Federal de Viçosa (UFV) - 1015° Universidade Federal da Bahia (UFBA) - 1024° Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - 1071° Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) - 1102° Universidade Federal de Goiás (UFG) - 1129° Universidade Federal do ABC (UFABC) - 1183° Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) - 1214° Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) - 1275° Universidade Federal de Uberlândia (UFU) - 1283° Universidade Federal da Paraíba (UFPB) - 1284° Universidade Federal do Pará (UFPA) - 1295° Universidade Federal de Lavras (UFLA) - 1302° Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) - 1347° Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) - 1382° Universidade Estadual de Maringá (UEM) - 1422° Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) - 1479° Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) - 1482° Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS) - 1539° Universidade Federal de Sergipe (UFS) - 1595° Universidade Estadual de Londrina (UEL) - 1601° Universidade Federal do Rio Grande (FURG) - 1629° Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) - 1632° Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) - 1715° Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) - 1778° Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) - 1827° Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) - 1838° Universidade Federal de Alagoas (UFAL) - 1931° Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) - 1944° Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) - 1952° Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) - 1962° Universidade Federal do Piauí (UFPI) - 1971° Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) - 1974° Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) - 2000°

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