Jornal O Globo
A Câmara do Comércio dos EUA disse nesta terça-feira que a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros, caso confirmada, "aumentará custos, reduzirá a competitividade e criará obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais". O Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) conclui a investigação no âmbito da da Seção 301 e acusou o Brasil de práticas "não razoáveis" em relação ao comércio americano. A Câmara do Comércio enfatiza, no entanto, que o relatório do USTR reconhece avanços do diálogo entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, intensificado nas últimas semanas após o encontro entre os presidentes dos dois países em maio. "Trata-se de uma janela concreta para a busca de soluções que possam evitar ou revisar as medidas tarifárias propostas", diz a entidade em nota. Para a Câmara do Comércio americana, “o relatório não é final e reforça que ainda há tempo para evitar a adoção de novas tarifas". "O setor empresarial espera que os dois governos intensifiquem seus esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. A Amcham disse ainda que acompanha a expectativa de divulgação, nos próximos dias, do relatório de outra investigação conduzida pelos Estados Unidos sob a Seção 301, relacionada a importações de produtos elaborados com trabalho forçado, que poderá resultar em tarifas adicionais para cerca de 60 países, incluindo o Brasil.
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