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Escritório de contabilidade é alvo de buscas da PF em Teresina Um grupo criminoso suspeito de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude de licitações com prefeituras do Piauí foi alvo da segunda fase da Operação Conectados, realizada na manhã desta segunda-feira (2) pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF), em Teresina e Oeiras. LEIA TAMBÉM: PF faz buscas em escritório de contabilidade ligado a superintendente da SDU Norte Segundo a PF, a investigação apontou irregularidades no uso de recursos federais destinados à saúde e à educação. As apurações revelaram que o grupo utilizava contratos de assessoria com prefeituras para conseguir informações privilegiadas, influenciar licitações e favorecer empresas a ele vinculadas. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido no escritório Escrita Contabilidade Pública, na Zona Leste de Teresina, ligado ao superintendente Alan Brandão, da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Norte da Prefeitura de Teresina. Procurada pela Rede Clube, a assessoria de imprensa de Alan Brandão negou que ele tenha sido o alvo das buscas e informou que vai se posicionar por meio de nota. O g1 também tenta contato com o escritório para comentar o mandado cumprido pela PF. Em abril de 2024, o local também foi alvo da primeira fase da operação, que apreendeu R$ 1,6 milhão em espécie. Nesta segunda, os agentes deixaram o escritório com uma pasta de couro, uma mochila, papéis e a CPU de um computador. Outros 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Única de Floriano, são cumpridos em Teresina e Oeiras. Irregularidades com recursos federais De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início após informações técnicas da CGU apontarem irregularidades em contratos firmados por uma empresa de informática com municípios do Piauí e uso de recursos federais. A análise do material apreendido no Escrita Contabilidade Pública, na primeira fase da Operação Conectados, em 2024, indicou que as irregularidades iam além dos contratos inicialmente apurados e revelou indícios de atuação de um grupo criminoso estruturado. "Esta segunda fase busca aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo, a função de cada investigado, a movimentação dos valores e a possível continuidade das práticas criminosas", declarou a PF. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos, registros financeiros e valores em espécie sem origem lícita comprovada. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes identificados no decorrer da investigação. Material apreendido durante a segunda fase da Operação Conectados, da Polícia Federal Divulgação/PF Viatura da Polícia Federal em frente a escritório na Zona Leste de Teresina Ananda Soares/g1 VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
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