Jornal O Globo
Em meados de março os repórteres Thaís Barcellos e Eduardo Gonçalves, da sucursal do GLOBO em Brasília, começaram uma longa investigação sobre a infiltração do crime organizado na economia formal. Foram semanas ouvindo representantes de diversos setores produtivos do país, além de autoridades financeiras e policiais, e leitura de milhares de páginas de documentos e pesquisas sobre o assunto. No vídeo abaixo, Thaís conta bastidores da reportagem, que mostra os prejuízos bilionários causados à indústria pela “pejotização” de facções como PCC e CV. Bastidores da longa investigação sobre infiltração do crime organizado na economia formal O GLOBO por dentro: leia outras reportagens sobre os bastidores da Redação A estruturação e a extensão dos negócios, que se espalham desde usinas de etanol a padarias, de empresas de transportes a bets, foi o que mais chamou a atenção de Thaís. – São verdadeiros impérios, as organizações viraram holdings do crime. Há uma especialização de cada elo dessa cadeia, isso impressiona muito – diz a repórter, que também destaca o papel da tecnologia na expansão do crime sobre a economia formal. – O dinheiro digital facilitou a vida de todos, inclusive os criminosos. Leia as reportagens da série 'Pejotização do crime' Infiltração de facções no setor formal tira R$ 39 bi da indústria por ano e eleva risco de sanção dos EUA Empresários contam como têm planos e lucros limitados por ações de quadrilhas Dinheiro digital muda dinâmica de lavagem das facções
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