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A Princesa de Gales, Kate Middleton, e o Rei Charles participaram juntos, nesta terça-feira (02.06) de um importante evento dedicado à conscientização e à pesquisa sobre o câncer. O encontro marcou a primeira aparição pública conjunta dos dois em uma iniciativa diretamente ligada à doença desde que ambos tornaram públicos seus diagnósticos em 2024. A recepção aconteceu no Palácio de St. James, em Londres, e celebrou os 125 anos da Cancer Research UK, uma das mais importantes instituições voltadas ao estudo e combate ao câncer no Reino Unido. Também estiveram presentes a Rainha Camilla, além do Duque e da Duquesa de Gloucester. A ocasião teve um significado especialmente simbólico para Charles e Kate. O monarca, de 77 anos, segue em tratamento contra um tipo de câncer que não foi divulgado oficialmente. O diagnóstico foi anunciado pelo Palácio de Buckingham em fevereiro de 2024 e, desde então, o rei tem conciliado os cuidados médicos com parte de sua agenda institucional. Em dezembro de 2025, Charles informou que o tratamento havia apresentado evolução positiva e que seria gradualmente reduzido ao longo do ano. Pouco tempo após a revelação da condição de saúde do soberano, Kate Middleton também surpreendeu o público ao anunciar que estava em tratamento contra um câncer. Em março de 2024, a princesa compartilhou a notícia em um vídeo emocionante e explicou que precisaria se afastar temporariamente de parte de suas funções oficiais para priorizar a recuperação. Meses depois, em setembro daquele mesmo ano, Kate informou que havia concluído o tratamento quimioterápico. Já em janeiro de 2025, revelou estar em remissão, um marco importante em sua trajetória de recuperação. A experiência semelhante enfrentada pelos dois membros da família real teria fortalecido ainda mais a relação entre eles. Na época dos diagnósticos, a escritora Sally Bedell Smith comentou que Charles e Kate já mantinham uma conexão muito próxima. "Não acho que seja presunçoso dizer que ela é como a filha que ele nunca teve", disse ela. A autora também destacou que os desafios de saúde enfrentados por ambos contribuíram para estreitar ainda mais os laços familiares. "Obviamente, eles têm isso em comum e isso só pode aproximá-los ainda mais. É uma fonte de segurança e consolo para ambos", acrescentou o autor sobre os desafios de saúde que enfrentam. Uma fonte ligada à realeza também ressaltou anteriormente que, além de ocuparem posições centrais na monarquia britânica, Charles e Kate compartilham uma experiência pessoal semelhante. Além de serem o Rei e a futura rainha, eles também são "dois pacientes passando por uma experiência de saúde em comum", disse a fonte, observando que "certamente terão uma ligação próxima". Durante a recepção promovida pela Cancer Research UK, os integrantes da família real tiveram a oportunidade de conversar com pesquisadores, médicos, profissionais da saúde, voluntários e representantes envolvidos em projetos de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença. Kate chamou atenção ao surgir usando um vestido vermelho da grife Rodarte com estampa de corações brancos. A participação marcou seu retorno a um compromisso público após várias semanas afastada da agenda oficial durante o período de férias escolares dos filhos. No evento, a princesa também conversou com Sebastian Bowen, viúvo da jornalista Deborah James, conhecida nacionalmente no Reino Unido por compartilhar sua luta contra um câncer de intestino incurável. Sob o apelido de "BowelBabe", Deborah tornou-se uma importante voz na conscientização sobre a doença antes de morrer, em 2022. Pouco antes de sua morte, ela recebeu o título de dama em uma visita especial realizada pelo Príncipe William em sua residência, em reconhecimento ao trabalho desenvolvido na área da saúde. A celebração dos 125 anos da Cancer Research UK contou ainda com instalações interativas e experiências imersivas que apresentavam avanços científicos promovidos pela organização ao longo de mais de um século. Os convidados puderam conhecer descobertas históricas, pesquisas atuais e tecnologias que prometem transformar os tratamentos oncológicos no futuro. O Rei Charles e a Rainha Camilla acompanharam demonstrações que mostravam como a inovação tecnológica está contribuindo para acelerar diagnósticos, desenvolver terapias mais eficazes e ampliar o conhecimento sobre diferentes tipos de câncer. O encontro também serviu como ponto de partida para uma série de comemorações que serão realizadas ao longo do ano em homenagem ao aniversário da instituição. Desde 2024, Charles atua como patrono oficial da Cancer Research UK. O anúncio ocorreu justamente durante seu retorno gradual aos compromissos públicos após a divulgação de seu diagnóstico. Naquele período, o rei e Camilla visitaram o University College Hospital Macmillan Cancer Centre, em Londres, onde conheceram projetos financiados pela organização. A visita foi considerada histórica por representar o primeiro compromisso oficial de Charles após o Palácio de Buckingham tornar pública sua condição de saúde. Além do monarca, outros integrantes da família real também exercem funções de liderança dentro da instituição. O Príncipe Richard, Duque de Gloucester, e sua esposa, Birgitte, Duquesa de Gloucester, ocupam a posição de copresidentes da entidade ao lado da Princesa Alexandra, a Honorável Lady Ogilvy. Fundada há 125 anos, a Cancer Research UK tornou-se uma das principais referências mundiais em pesquisa oncológica. A organização financia estudos relacionados a mais de 200 tipos de câncer e desempenhou papel fundamental em avanços que transformaram a compreensão, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença. Segundo dados da própria instituição, os esforços desenvolvidos ao longo das últimas décadas ajudaram a dobrar a taxa de sobrevivência ao câncer no Reino Unido nos últimos 50 anos. Atualmente, oito em cada dez pacientes que recebem medicamentos oncológicos no país utilizam tratamentos desenvolvidos diretamente pela organização ou criados em parceria com ela. Ao participarem juntos do evento, Charles e Kate não apenas demonstraram apoio à causa, mas também reforçaram a importância da pesquisa científica e do diagnóstico precoce, temas que passaram a ter um significado ainda mais pessoal em suas trajetórias desde os desafios de saúde enfrentados nos últimos anos.
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