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‘Uma mãe não mata seu filho’, defende-se Monique Medeiros em julgamento pela morte de Henry Borel | Collector
‘Uma mãe não mata seu filho’, defende-se Monique Medeiros em julgamento pela morte de Henry Borel
Jornal O Globo

‘Uma mãe não mata seu filho’, defende-se Monique Medeiros em julgamento pela morte de Henry Borel

Em um dos momentos mais enfáticos de seu interrogatório no julgamento pela morte de Henry Borel, Monique Medeiros voltou a negar participação no crime e afirmou aos jurados que uma mãe não seria capaz de matar o próprio filho. A professora foi ouvida no nono dia do júri. 'Mamãe, o Jairo me empurrou e eu caí da cama', diz Monique ao relatar conversa com Henry Monique nega relato da babá sobre agressões a Henry: 'Se ela tivesse me contado, nunca deixaria meu filho com o Jairinho' — Estou há dois anos e oito meses em uma prisão no seguro. Lá não tem nenhuma mãe que matou seu filho. Lá tem mães que mataram os filhos dos outros, porque nenhuma mãe mata seu próprio filho — declarou Monique. A afirmação foi feita quando a ré falava sobre o período em que está presa. Monique aproveitou a resposta para sustentar a tese de que não teve participação na morte de Henry, além de reforçar que acredita que Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho — seu então companheiro e também réu no caso — foi o responsável pelo crime. Julgamento do caso Henry: atual mulher de Jairinho fala sobre 'infidelidade' do ex-vereador; 'Ele tinha esse defeito', diz Ainda segundo Monique, a convivência com outras detentas ao longo dos últimos anos reforçou sua visão sobre a maternidade. Ao longo do interrogatório, a mãe de Henry repetiu diversas vezes que se considera inocente e disse que jamais faria mal ao filho. Em outro momento do depoimento, ela afirmou acreditar atualmente que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi o responsável pela morte do menino. — Hoje eu creio que quem matou meu filho foi o Jairo — disse aos jurados. Monique também declarou que, se estivesse sendo julgada por uma ação praticada por ela, seria por ter reagido contra o ex-companheiro após descobrir o que teria acontecido com Henry. — Se eu estivesse aqui respondendo por alguma coisa, seria pelo homicídio do Jairo — afirmou. A fala ocorreu durante a reta final de um interrogatório marcado por momentos de emoção, choro e referências frequentes à relação que mantinha com o filho. Desde o início do depoimento, Monique sustentou que não tinha conhecimento das agressões que, segundo a acusação, antecederam a morte de Henry e afirmou que confiava em Jairinho na época dos fatos. A declaração integra a principal linha de defesa apresentada pela ré no julgamento: a de que não participou do crime, não tinha conhecimento das agressões e também teria sido enganada pelo então companheiro. Testemunha de defesa de Jairinho: ‘Lesão teria coagulado espontaneamente’, diz médico sobre laceração hepática apontada como causa da morte Agressão: cabeleireira relata ligação de vídeo em que menino disse à mãe que ‘tio’ tinha dado uma ‘banda’ Julgamento: Perito do IML afasta hipótese de queda acidental para explicar morte de Henry; Monique deixa júri ao exibirem fotos do menino morto 'Apaga as mensagens': babá relata orientação de Monique após a morte de Henry e promete se retratar no julgamento Em área de lazer de condomínio: Menino morto por bala perdida na Pavuna estava em festa de primeira comunhão de amiga quando foi atingido Tinha câncer terminal: Polícia investiga suspeita de fraude em testamento de empresário morto que tinha patrimônio estimado em mais de R$ 1 bilhão Initial plugin text

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