Jornal O Globo
Uma mulher foi presa, na tarde desta terça-feira (2), por suspeita de homicídio contra Aguilar Pigatti, de 64 anos. O crime ocorreu na casa do idoso no distrito de Nestor Gomes, em São Mateus, Espírito Santo, em 28 de abril. A vítima foi ferida a facadas e não resistiu. 'Área Restrita': Receita Federal recupera na Justiça armas retiradas pela PF e afirma que reality seguirá em gravação 'Nikola Boros': PF deflagra operação contra mafioso sérvio entre os mais procurados do mundo A mulher, de 26 anos, não teve a identidade divulgada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), responsável pela prisão. Ela responderá por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. No dia do crime, Pigatti foi encontrado pela polícia já morto numa área externa de sua casa. O corpo do idoso apresentava múltiplas perfurações provocadas por arma branca nas regiões do tórax e das costas, além de um ferimento na garganta. A suspeita teria invadido o imóvel e desferido diversos golpes de faca contra a vítima, segundo as investigações, conduzidas pelas delegacias especializadas de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus e de Investigações Criminais (Deic) de Nova Venécia. Logo após o crime, a família do idoso relatou à Polícia Militar que a suspeita era uma mulher que havia trabalhado na casa de Pigatti como cuidadora. Vizinhos e parentes da vítima relataram que a suspeita fazia ameaças há pelo menos uma semana antes do homicídio, como noticiou o jornal A Gazeta em abril. Com base nos relatos, a PM realizou buscas na região e no endereço da mulher, mas ela não foi encontrada. Na época, segundo testemunhas, a mulher usou uma cadeira para pular o muro da residência. De acordo com a A Gazeta, a perícia confirmou sinais de invasão, e foram encontradas marcas de sangue no muro e a cadeira posicionada para a invasão. A polícia confirmou que a mulher havia trabalhado para a família da vítima como cuidadora de um parente e que ela proferia ameaças contra o idoso dias antes do crime. "Durante a apuração, a investigada alegou ter sido vítima de estupro, versão apresentada como tentativa de justificar o homicídio. Contudo, os elementos reunidos pela nossa equipe demonstraram que o crime foi premeditado. As investigações também apontaram a tentativa de construção de um álibi fraudulento para encobrir a autoria, além da prática de ameaças contra testemunhas relacionadas ao caso", disse o delegado Marcelo Cruz, titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus, em material divulgado pela corporação. O pedido de prisão temporária contra a mulher foi deferido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de São Mateus. A suspeita compareceu espontaneamente à 17ª Delegacia Regional de Nova Venécia, onde o mandado foi formalmente cumprido nesta tarde, segundo a Polícia Civil do Espírito Santo.
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