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Nova operadora dos trens do RJ rompe contrato com corretora investigada por aportes no Master | Collector
Nova operadora dos trens do RJ rompe contrato com corretora investigada por aportes no Master
GloboNews

Nova operadora dos trens do RJ rompe contrato com corretora investigada por aportes no Master

A nova concessionária dos trens metropolitanos do Rio rompeu o contrato com a Planner Corretora, empresa investigada pela Polícia Federal no escândalo envolvendo investimentos do Rioprevidência no Banco Master. O consórcio Nova Via Mobilidade assumiu oficialmente a operação do sistema ferroviário da Região Metropolitana nesta semana. A empresa, que passará a usar a marca TrensRJ, substituiu a SuperVia, que encerrou suas atividades na última sexta-feira (30). Até esta segunda-feira (1º), fundos ligados ao consórcio eram administrados pela Planner Corretora, que segundo a PF serviu de anteparo para aportes do fundo previdenciário do estado no Master. O caso foi revelado pela BandNews e confirmado pelo RJ2. Em nota, a TrensRJ informou que rescindiu o contrato com a empresa e que os serviços serão transferidos para outra prestadora, que já está em processo de contratação. "A TrensRJ informa que rompeu o contrato que tinha com a Planner, uma prestadora de serviços que administrava fundos de investimento. As atividades anteriormente executadas pela empresa serão assumidas por outra prestadora, que já está em processo de contratação", afirmou a concessionária. Renúncia comunicada à CVM Também nesta segunda, a Planner comunicou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a renúncia à administração dos fundos ligados ao consórcio ferroviário. Em fato relevante enviado ao mercado, a corretora informou que deixará de prestar serviços de administração fiduciária, distribuição, tesouraria, escrituração, custódia, liquidação e controladoria dos fundos. Segundo o documento, a substituição deverá ocorrer em até 180 dias. Apesar da renúncia, a empresa permanecerá exercendo suas funções até a contratação e efetiva substituição por outra administradora. O que diz a Planner Estação Central do Brasil, ponto de partida das linhas de trens do Rio Divulgação Em nota, a Planner afirmou que atuava exclusivamente como prestadora de serviços para os fundos de investimento e que não possui participação societária nem influência sobre a operação ferroviária. A corretora também disse que formalizou de forma voluntária sua renúncia à prestação dos serviços. "A instituição atuou exclusivamente como prestadora de serviços — administradora e gestora dos fundos de investimento —, sem qualquer vínculo societário ou poder de decisão sobre o consórcio ou sobre a operação ferroviária", informou. Investigação da PF A Planner é uma das empresas citadas na investigação da Polícia Federal sobre os investimentos do Rioprevidência no Banco Master. Segundo a PF, a corretora intermediou aportes de R$ 510 milhões do fundo previdenciário estadual em letras financeiras emitidas pelo banco controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Os investigadores sustentam que a inclusão da Planner nas operações teria servido para aumentar as taxas de intermediação, já que o Rioprevidência possuía canal direto de negociação com o Banco Master. A PF também afirma que a corretora teria sido utilizada para o pagamento de vantagens indevidas a operadores financeiros envolvidos no esquema. Histórico sob investigação Em representação apresentada ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) no fim de 2024, técnicos da corte apontaram que a Planner possui um "histórico preocupante" no mercado de capitais. O documento cita nove processos sancionadores na CVM envolvendo a corretora, incluindo apurações relacionadas a suspeitas de operações fraudulentas no mercado de valores mobiliários. Segundo o TCE, a empresa também é alvo de 16 processos na própria corte de contas, que investigam possíveis prejuízos a regimes próprios de previdência social. Cortes de funcionários A TrensRJ anunciou ainda a demissão de cerca de 100 funcionários. De acordo com a concessionária, os desligamentos representam menos de 2,5% do quadro total de empregados e fazem parte da reestruturação decorrente da troca de gestão. A empresa afirmou que as mudanças têm como objetivo aumentar a eficiência operacional, otimizar processos e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos passageiros.

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