Jornal O Globo
Integrante da chamada Geração 80 e um dos artistas da icônica mostra "Como vai você, Geração 80?", realizada em 1984, na Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage, o carioca Marcus André morreu nesta segunda-feira (1º), aos 63 anos. Segundo a galeria paulistana Andrea Rehder, onde o pintor e gravador havia acabado de inaugurar uma exposição no sábado (30), ele morreu "por razão e fator súbito". De tapetes a quadros: Veja o que tem no acervo de Chico Anysio que será leiloado Às vésperas dos 95 anos de seu primeiro jardim, como Burle Marx fez do 'mato' símbolo de um novo paisagismo Nascido no Rio em 1961, Marcus André atualmente dividia-se entre a capital e Búzios. Sua formação teve início como o curso de desenho e introdução à pintura na Oficina do Corpo na EAV, entre 1978 e 1979. De 1981 a 1985, cursou Desenho Industrial na UFRJ, e, paralelamente freqüentou a Oficina de Gravura do Palácio do Ingá, em Niterói, com orientação de Anna Letycia Quadros e Edith Behring. Em 1984, realizou sua primeira individual, na Galeria Contemporânea, e, além da coletiva "Como vai você, Geração 80?", participou do V Salão Nacional de Artes Plásticas no Musue de Arte Moderna (MAM) no Rio. No ano seguinte, frequentou a Parson’s New School Of Social Reaserch Printing Studio, em Nova York, e mais tarde foi contratado como impressor-colorista na Ruppert J. Smith Printing Co., na mesma cidade. De volta ao Brasil, em 1988, recebeu prêmios como o do XIII Salão Nacional de Artes Plástica; o Prêmio Brasília de Artes Plásticas/XII Salão Nacional de Artes Plásticas (1991); e o Prêmio Projéteis Funarte de Arte Contemporânea 2005-2006. Sua obra integra acervos de instituições como o MAM-RJ, MAM-SP, Museu de Arte do Rio (MAR), Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, MAC USP, Museu Oscar Niemeyer (MON) de Curitiba e o Brasilian American Cultural Institute (BACI), em Washington.
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