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EUA excluem carne e aviões de lista de novas tarifas contra o Brasil
Revista Oeste

EUA excluem carne e aviões de lista de novas tarifas contra o Brasil

Produtos como carne bovina, aviões, suco de laranja, café, celulose, petróleo, terras raras e metais, entre outros, não serão atingidos pelas novas tarifas dos Estados Unidos, mesmo depois do anúncio de sobretaxas a 60 países. A medida foi detalhada em anexo publicado no Federal Register, diário oficial do país, na noite de terça-feira, 2. + Leia mais notícias de Economia em Oeste O documento oficial apresenta 75 páginas de itens excluídos das tarifas adicionais de 10% ou 12,5% — esta última aplicada ao Brasil — que foram sugeridas em função de alegada ineficácia no combate ao trabalho forçado. A indústria têxtil, por sua vez, contará com um regime especial que permite tarifas menores para um volume estabelecido de roupas importadas. Justificativa para as novas tarifas O Departamento de Comércio dos EUA recomendou as novas tarifas depois de investigação feita com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O inquérito concluiu que o Brasil e outras 59 nações falharam em adotar medidas eficazes para impedir a entrada e circulação de mercadorias produzidas por trabalho forçado. O relatório oficial indica que o Brasil integra um grupo de 54 países sem ações concretas para barrar produtos ligados à exploração laboral. Segundo o documento, essa omissão é considerada “irrazoável e sobrecarrega ou restringe o comércio dos EUA”. https://www.youtube.com/watch?v=xO1cKGbNMUw Os Estados Unidos propuseram, assim, tarifas de 12,5% para países que não mantêm políticas ativas contra o trabalho forçado, caso do Brasil. Para nações com restrições parciais ou acordos de reciprocidade, a alíquota sugerida é de 10%. Posicionamento das autoridades norte-americanas O embaixador Jamieson Greer explicou que a ausência de medidas por parte dos parceiros comerciais prejudica a concorrência. “A falha de nossos parceiros comerciais mais importantes em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável", afirmou Greer. "Isso cria uma dinâmica onde os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em um campo de jogo desigual.” O documento também destaca que a falta de fiscalização distorce o ambiente de negócios para empresas que não utilizam mão de obra forçada e perpetua essa prática no cenário internacional. Leia também: “ A embaixada dos Batista ”, artigo de Yasmin Alencar na Edição 324 da Revista Oeste Greer enfatizou a posição norte-americana: “Não toleraremos mais esta disparidade. Cada um de nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não encoraje e consolide perversamente o trabalho forçado em todo o mundo”. Consulta pública e próximos passos O Escritório de Comércio dos EUA disponibilizou um período para consultas públicas sobre as medidas, permitindo envio de comentários até 6 de julho de 2026. Haverá ainda uma audiência pública marcada para 7 de julho. Caso as tarifas sejam aprovadas, vão incidir sobre todos os artigos das economias envolvidas, exceto os produtos listados como exceção no anexo oficial. O post EUA excluem carne e aviões de lista de novas tarifas contra o Brasil apareceu primeiro em Revista Oeste .

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