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Derrite defende que Brasil trate PCC e CV como terroristas
Revista Oeste

Derrite defende que Brasil trate PCC e CV como terroristas

O deputado federal Guilherme Derrite defendeu que o Brasil adote medidas semelhantes às dos Estados Unidos no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar elogiou a decisão do governo norte-americano de classificar as duas facções como organizações terroristas e afirmou que a medida aumenta a pressão internacional contra os grupos criminosos. + Entenda o que é Política em Oeste As facções passaram a integrar a lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) , órgão ligado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. A classificação coloca PCC e Comando Vermelho na categoria de Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT), usada pelo governo norte-americano para ampliar sanções financeiras e restrições internacionais. Segundo Derrite, a decisão reconhece que as facções brasileiras atuam além das fronteiras nacionais, com envolvimento em tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e outras atividades criminosas transnacionais. Derrite destaca impacto financeiro da medida No vídeo, o deputado sustentou que o principal efeito da classificação não está na atuação policial ou militar, mas no enfraquecimento financeiro das organizações. https://twitter.com/DerriteSP/status/2062124794171047962 Segundo ele, a medida amplia restrições sobre ativos, movimentações financeiras e relações comerciais ligadas ao sistema financeiro norte-americano. Derrite afirmou que o objetivo é dificultar o fluxo de recursos que sustenta as atividades das facções. O parlamentar também argumentou que a classificação aumenta a responsabilização de pessoas e estruturas que prestam apoio financeiro, logístico ou tecnológico às organizações criminosas. Cooperação internacional e debate sobre soberania Derrite também afirmou que a medida amplia a cooperação entre órgãos de inteligência e forças de segurança de diferentes países. Entre os efeitos citados por ele estão o rastreamento de patrimônio, o monitoramento de operações financeiras e o compartilhamento de informações sobre rotas internacionais do tráfico. O deputado rejeitou críticas de que a decisão representaria uma ameaça à soberania brasileira. Segundo ele, a classificação não autoriza prisões por agentes norte-americanos em território nacional nem dispensa o cumprimento de tratados internacionais, acordos de cooperação e leis brasileiras. A manifestação ocorre um dia depois de o Departamento de Estado dos Estados Unidos, comandado pelo secretário de Estado Marco Rubio, anunciar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Nesta sexta-feira 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo brasileiro combaterá o crime organizado dentro do país e não aceitará intervenções externas. Em discurso durante evento em Sergipe, o petista declarou que o Brasil não aceita ser tratado como "moleque" nem como uma "republiqueta". No vídeo, Derrite também atribuiu o fortalecimento das facções a governos do Partido dos Trabalhadores e criticou a resistência da esquerda a propostas de endurecimento das leis penais e de combate ao crime organizado. Leia também: "Eduardo diz que Lula foi aos EUA negociar proteção a facções criminosas" O post Derrite defende que Brasil trate PCC e CV como terroristas apareceu primeiro em Revista Oeste .

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