Jornal O Globo
Michele Coelho Montenegro foi presa, nesta quarta-feira, durante a operação Tela Falsa, da Delegacia de Defraudações (DDEF). Falsa advogada e falsa herdeira, ela é suspeita de envolvimento num esquema criminoso de estelionato e apropriação indébita relacionados à negociação fraudulenta de obras de arte. Desde 6 de outubro do ano passado, no entanto, ela estava nomeada como assessora da Secretaria estadual da Casa Civil, com um salário líquido de R$ 12 mil, com o nome de Mia Montenegro. Após tomar conhecimento, a pasta exonerou a mulher em edição extra do Diário Oficial publicada nesta quarta-feira. Depoimento: 'Leniel era um pai ausente. Henry considerava meu pai mais próximo', diz Monique em interrogatório no julgamento Possível golpe: Polícia investiga suspeita de fraude em testamento de empresário morto que tinha patrimônio estimado em mais de R$ 1 bilhão A informação foi revelada pelo portal Tempo Real RJ. Em nota, o Governo do Estado, por meio da Casa Civil, confirma a exoneração e informa que a falsa advogada "foi nomeada no Poder Executivo Estadual na gestão passada, quando ainda não existiam os procedimentos de compliance para nomeações". De acordo com a Polícia Civil, Michele se apresentava também como herdeira de um grande patrimônio e, assim, teria convencido a vítima a participar de supostos negócios. Declaração em tribunal: ‘Uma mãe não mata seu filho’, defende-se Monique Medeiros em julgamento pela morte de Henry Borel Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão em endereços ligados aos alvos em Ipanema, na Zona Sul do Rio; no Recreio dos Bandeirantes e na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste; e no município de Niterói, na Região Metropolitana. De acordo com o delegado Marcos Buss, titular da DDEF, Michele tem 17 passagens pela polícia. Ela, que é a principal investigada, teria construído uma falsa imagem de credibilidade para conquistar a confiança da vítima, um antiquário. De acordo com as apurações, a mulher fazia promessas de negócios lucrativos para induzir o homem a realizar pagamentos antecipados e adiantamentos financeiros. A vítima, ainda conforme Buss, entregou quatro obras de arte avaliadas em R$ 10 milhões para Michelle. Facção criminosa: Operação no Rio e em outros três estados mira esquema de lavagem de dinheiro do CV; buscas acontecem na fronteira com o Paraguai De acordo com a denúncia do MPRJ, as obras recebidas por Michele passaram a ser negociadas como se fossem de propriedade dela, sem devolução ao legítimo proprietário. Durante as diligências, agentes reuniram provas que revelaram o uso de documentos aparentemente falsificados, comprovantes bancários sem lastro financeiro e cheques posteriormente devolvidos por fraude. A investigação aponta ainda a negociação não autorizada de obras de arte da vítima. Durante a apuração, surgiram elementos relacionados à participação de outras pessoas no esquema. Assim, a ação desta quarta busca colher elementos para aprofundar as investigações, identificar a destinação dos valores obtidos com as fraudes localizar bens eventualmente relacionados aos crimes e promover a responsabilização dos envolvidos. Initial plugin text
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