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Empréstimo para salvar BRB pode custar mais de R$ 1 bilhão ao ano só em juros, calcula oposição no DF
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Empréstimo para salvar BRB pode custar mais de R$ 1 bilhão ao ano só em juros, calcula oposição no DF

DF e União fecham acordo para viabilizar empréstimo de até R$ 6,5 bilhões para salvar BRB Jornal Nacional/ Reprodução O empréstimo que o governo do Distrito Federal pretende tomar nas próximas semanas para recompor o patrimônio do Banco de Brasília (BRB) pode custar, por ano, mais de R$ 1 bilhão aos cofres da capital só em pagamento de juros. O cálculo foi feito por deputados distritais de oposição ao governo Celina Leão (PP) e leva em conta dados preliminares sobre a modelagem do empréstimo. A taxa de juros e o prazo de quitação ainda não foram divulgados oficialmente. A TV Globo questionou a Secretaria de Economia do DF sobre as estimativas da oposição, mas não recebeu retorno. Ainda não há uma data concreta para que o empréstimo seja assinado. Nesta terça (2), o governo enviou à Câmara Legislativa um projeto para "chancelar" o acordo construído entre o DF e a União para contrair um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A base governista, no entanto, não garantiu o quórum mínimo necessário para votar o texto. A expectativa é de que o tema volte a ser discutido na próxima semana. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp LEIA MAIS: Entenda o acordo que prevê cerca de R$ 6,6 bilhões para o BRB e como caso foi parar no STF Governo Lula e DF fazem acordo bilionário para socorrer BRB Custo total de até R$ 23 bilhões Nesta quarta (3), a oposição voltou a criticar a proposta e a cobrar que o governo do Distrito Federal divulgue detalhes mais precisos da modelagem prevista para a operação de crédito. As simulações feitas pelos deputados Fábio Félix (PSOL) e Gabriel Magno (PT) consideram diferentes cenários. Confira abaixo: Cenário 1: mais de R$ 1 bilhão por ano em juros O cenário mais "apocalíptico", calculado pelo gabinete de Fábio Félix, leva em conta números atribuídos ao secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, em uma reunião fechada. Segundo relatos colhidos pela TV Globo e pelo g1, Valdivino relatou que a taxa de juros do empréstimo seria de IPCA + 4,5% ao ano. ➡️ O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é considerado a inflação oficial do país. É comum que o indicador seja usado para reajustar contratos ou calcular taxas de juros. ➡️ É o IPCA, também, que embasa a meta anual de inflação do país. Pelas regras atuais, o governo precisa agir para garantir que a inflação média nacional não ultrapasse os 4,5% ao ano. Com base nesse cenário – taxa anual próxima de 9% e 15 anos para a quitação do empréstimo –, a equipe de Fábio Félix calculou que o empréstimo pode ter um custo total de R$ 23 bilhões, sendo R$ 17 bilhões apenas em juros. O valor total dos juros, nesse cenário, seria duas vezes maior que o montante inicial da transação, de R$ 6,5 bilhões. Cenário 2: juros decrescentes ao longo dos anos O gabinete de Fábio Félix calculou um segundo cenário, menos custoso aos cofres públicos. Nessa modelagem: o DF teria uma carência de dois anos para começar a pagar a dívida; os juros seriam calculados apenas sobre o saldo devedor – ou seja, iriam caindo ao longo do pagamento); o pagamento do montante principal (amortização) ficaria maior a cada ano, para agilizar a quitação. Por essa tabela, o valor total a ser desembolsado cairia para R$ 13,4 bilhões. Mesmo assim, os juros chegariam a R$ 6,91 bilhões em 15 anos – mais que os R$ 6,5 bilhões que o DF vai pegar emprestado. Tabelas apresentam simulação de empréstimo para capitalização do BRB Fábio Félix (PSOL)/Reprodução Cenário 3: R$ 100 milhões por mês, R$ 11 bilhões em juros Um terceiro cenário foi calculado pelo gabinete do deputado Gabriel Magno (PT) – que também critica o projeto e a falta de informações concretas do governo. A projeção considerou juros de 1,4% ao mês, ou 18,16% ao ano, e 180 parcelas (15 anos). Nessa conta, o custo total do contrato chegaria a R$ 17,84 bilhões. Por mês, o DF teria que pagar R$ 99 milhões – dinheiro que deixaria de ser usado para investimentos ou para custeio dos serviços públicos. "Agora, de novo, é na especulação, já que os caras [governo] não apresentam uma estruturação, né? Nem do empréstimo e nem da operação. Porque também está lá no acordo que o BRB tem que apresentar a estrutura da operação. Como é que esses R$ 6 bilhões salvam o BRB, né? Então, assim, é muito difícil.", disse o distrital. LEIA TAMBÉM: ÁGUA MINERAL CRYSTAL: DF recebeu a maior parte do lote de garrafas em que bactéria foi identificada SOBRADINHO: Homem é preso após atropelar a ex-companheira em condomínio Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

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